SP ESCOLA DE TEATRO
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sistema pedagógico

 
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Sistema Pedagógico Funcionamento

Funcionamento

A estrutura orgânica da SP Escola de Teatro atende a um pensamento holístico de mediação com as artes do palco. Não por acaso, o logotipo da instituição sugere a planta de uma arena em linhas aparentemente labirínticas, a um só tempo centrípetas e centrífugas em relação ao miolo, mas não demora e o observador nota claramente as entradas e saídas desse tecido entrelaçado e acarinhado por todos. O funcionamento pedagógico é assentado nos seguintes elementos:

Módulo

Transcende a estrutura convencional do conteúdo sistematizado por semestre. Compreende um período de ensino no qual coexistem um Eixo, um Operador, um Material e um Artista Pedagogo que unificam os Componentes, permitindo a interação e o trabalho conjunto. O Curso Regular é composto por quatro Módulos, a saber: Verde, Amarelo, Azul e Vermelho. Os Módulos não possuem uma hierarquia interna entre os Componentes para que os aprendizes possam iniciar a Escola em qualquer um deles. Cada Módulo envolve 480 h/aula de trabalho.

 

Matriz

Substitui a noção de grade curricular. A Matriz pressupõe o ensino inter e transdisciplinar. Essa disposição favorece paralelos, entrecruzamentos de percepções lançadas por formadores e aprendizes vindos de trajetórias as mais distintas. Modo de organizar e distribuir os conteúdos que, no caso do teatro, estão aliados à prática.

Componente

É o elemento que constitui a Matriz. O Componente traduz uma unidade coerente de conteúdo a ser partilhado. Compreende ao recorte de um conjunto de temas ou assuntos. Está conectado de maneira matricial e interdependente a outras vertentes do saber, dialogando com o contexto do Eixo, do Operador, do Material e do artista pedagogo.

Eixo

Na conjunção da forma com o conteúdo, e vice-versa, as linhas de pensamento da SP Escola de Teatro atravessam ideias, linguagens e estéticas. São elas que orientam o Eixo. Este ora tangencia as fontes históricas, ora persegue a ruptura potencializada no ato de criar no mundo de hoje.

O Eixo deve estruturar e conduzir os processos de estudo e criação cênica, a saber: Verde – personagem/conflito; Amarelo – Narratividade; Azul – Performatividade; Vermelho – Investigações teatrais a serem definidas pelos próprios aprendizes

Operador

O Operador é estruturado por um pensador apoiado em bases artísticas, filosóficas, sociológicas ou antropológicas.  Ou seja, a cada semestre, de acordo com o Eixo e o Material previstos para o Módulo, são definidos os pensadores que nos permitirão estabelecer discussões entre os aprendizes e  aquilo que os rodeia, propiciando um olhar sobre o mundo. Trata-se da possibilidade de olhar para a vida com base num pensador que se torna o disparador/provocador dos conteúdos que serão levados à cena.  Num diálogo contínuo com o Eixo e o Material, o operador nos permitirá pensar a criação cênica dentro das imbricações entre a Forma e o Conteúdo.

Material

A cada semestre e de acordo com o Eixo e o Operador, são definidos os materiais de trabalho que têm como objetivo encaminhar as investigações cênicas. Esses materiais funcionam como um tema que coloca os aprendizes em diálogo e atrito criativo com as suas poéticas ou fatos que tenham repercussão com o seu universo. 

Em outras palavras, podemos dizer que os materiais são o objeto de tratamento e pesquisa cênica. No Módulo Verde, por exemplo, o material é um texto (encontrado/criado pelos aprendizes de dramaturgia) que conduz os aprendizes para a pesquisa cênica da personagem. Num outro exemplo, no Módulo Amarelo, o material pode ser um fato histórico que tenha marcado a cidade e que permita iniciar uma investigação envolvendo os elementos da narratividade. No Módulo Azul, poderiam ser utilizados materiais imagéticos de fotógrafos do século 20, que registraram relações éticas e morais no mundo.   

Artista Pedagogo

Trata-se de iniciar os estudos do Módulo com base em produções e referências artísticas da contemporaneidade. Interessam os artistas que construíram suas obras ou suas trajetórias criativas dentro das perspectivas do Eixo. Em face disso, busca-se estruturar o processo de formação em diálogo com outros artistas que, dentro do Módulo, tornam-se os pedagogos na condução das investigações dos aprendizes.  É partir da leitura da obra e do conhecimento dos processos de criação de outros artistas que os aprendizes compreendem, por exemplo, a narratividade na encenação e encontram os caminhos para a autoria das suas obras.       

 

Desenvolvimento

Cada Módulo prevê o desenvolvimento de oito projetos cênicos que são trabalhados ao longo de três Experimentos, com base no Eixo (recorte que orienta, organiza e interfere na transversalidade das ações teatrais), no Operador (visão de mundo de um autor que serve de suporte conceitual à pesquisa cênica do aprendiz), no Material (poéticas ou fatos que permitam aos aprendizes criarem relações entre o Eixo-Operador e as investigações artísticas propostas pela Escola) e no Artista Pedagogo (artista ou obra escolhido para iniciar os estudos do semestre). 

Esses elementos são determinantes para a estruturação dos Componentes trabalhados nos respectivos cursos, no desenvolvimento dos Experimentos e na organização do processo de formação artística dos aprendizes. Dessa maneira, organizam-se as bases artísticas epedagógicas dos cursos e, por conseguinte, da Escola.  O Eixo, o Operador, o Material e o Pedagogo criam um território de desafios e investigações, cujas inúmeras combinações e focos de atenção alimentam os aprendizes no desenvolvimento dos raciocínios e das subjetividades envolvidas num processo de formação artística ligado às artes do palco.

 

Estúdio e Formação

Dentro do Módulo, a aprendizagem é desenvolvida cumprindo-se as etapas do Estúdio e da Formação.

 

Estúdio

É compreendido como território da produção artística e está presente em todos os Módulos. Refere-se diretamente ao fazer. Como os Eixos, os Operadores, os Materiais e os Artistas Pedagogos dos Módulos são idênticos em todos os cursos, isto permite que haja a porosidade e a permeabilidade presumidas. O Estúdio é dividido em duas fases, Processo e Experimento.

Processo é a fase na qual conteúdos e as técnicas inerentes ao Eixo são esmiuçados – instiga o aprendiz à consciência e à reflexão parcimoniosa de cada etapa da criação. Nessa fase de estudo, torna-se mais concreta a noção de se trabalhar em curto, médio ou longo prazo. A complexidade de certos tópicos pode requerer dias, semanas ou meses de mergulho sobre referências e genealogias do que se pretende abarcar. Isso condiz com a natureza do fazer teatral. 

Experimento é a fase na qual os aprendizes se dirigem a projetos diferenciados, integrando vários pares de cursos distintos na realização de um procedimento comum. Por exemplo, um aprendiz do curso de Atuação, durante o Processo, vai estudar, na sala de aula, os elementos do texto dramatúrgico por intermédio do Material definido para o Módulo. Na etapa seguinte, o chamado Experimento, eles terão uma parte das aulas entre si e vão mesclar outra parte com colegas de outros núcleos para desenvolver um projeto específico relacionado ao Eixo, ao Operador e ao Material. Nessecaso, um projeto “x” abrigará dois ou três aprendizes de Atuação, que vão se unir a dois ou três aprendizes de Direção, de Cenografia e Figurino, etc. Esse novo grupo, com uma estrutura semelhante a uma trupe teatral, formará uma célula de trabalho que desenvolverá um projeto articulado a ser exposto à Escola (abertura de sala) ao final do período do Experimento.

Formação

Após o Experimento, temos a Formação, etapa naqual os aprendizes retornam aos seus cursos de origem. A Formação tem como objetivos realizar a avaliação do Estúdio e, especialmente, do Experimento,sistematizar os conhecimentos vivenciados na prática e ampliar o repertórioteórico e técnico. A intenção é subverter o caminho convencional do “saber” para o “fazer”, mesclando-os. Os aprendizes são incentivados a refletir e a investigar determinados Eixos, Operadores, Materiais e Artistas Pedagogos diferenciados para cada Módulo. Não há uma montagem de espetáculo final. Emcada semestre, se acolhem as cenas curtas e os Experimentos afins.

Na SP Escola de Teatro, cada Módulo funciona como uma célula autônoma. Assim, o ingresso do aprendiz poderá ocorrer em quaisquer dos Módulos. O pacto é que, em dois anos, ele deve passar pelos quatro Módulos e ser avaliado em cada um deles, com a menção de aprovado, aprovado com ressalva ou não aprovado.


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