Retrospectiva 2016

Convidados Especiais

A SP Escola de Teatro se orgulha por poder contar com alguns dos mais conceituados profissionais da área teatral em sua equipe pedagógica. Como a busca por excelência no ensino já é parte da rotina da Instituição e todo contato com outros profissionais pode trazer frutos inéditos e satisfatórios, diversos convidados de várias áreas participaram das ações da Escola neste ano, alguns deles vindos de outros países, inclusive.

O ano de 2016 começou muito bem, com o trio de artistas Grace Passô, Fernanda D’Umbra e Alessandra Negrini. Elas abriu o primeiro semestre em um bate-papo esclarecedor com os aprendizes na garagem da sede Marquês da Escola, falando um pouco sobre o lugar da mulher na arte. O segundo semestre foi inaugurado pela atriz Maria Fernanda Cândido, que conversou bastante com os aprendizes sobre os desafios e o jogo de cintura que o início de carreira exige.

Maria Fernanda participou, ainda, de outro evento da Instituição, desta vez em parceria com o Centro Paula Souza. Ao lado do ator Alexandre Borges, ela lotou o Teatro Sérgio Cardoso ao falar sobre a aplicação do teatro ao trabalho do professor.

Em agosto, uma presença em especial agitou os aprendizes da SP Escola de Teatro: a palestra da filósofa Marcia Tiburi deixou a plateia vidrada. A pensadora tinha a missão de fazer os estudantes refletirem sobre o conceito de “philia”, que norteou o experimentos cênicos do segundo semestre, mas acabou possibilitando uma reflexão muito mais ampla e política.

O bate-papo com a atriz Nathalia Timberg também foi uma oportunidade de ouro para todos os artistas ligados à Escola. Veterano com mais de 60 anos de carreira, ela falou sobre sua trajetória, sobre teatro e ainda disse que a SP Escola de Teatro é a escola de seus sonhos!

Outros nomes não menos importante do teatro também participaram de eventos em nossas sedes. Os artistas Maria Thais e Rodrigo Matheus discutiram seus processos de criação em duas peças que partiram do texto “Prometeu Acorrentado”, de Ésquilo. Dramaturga formada na Escola, Maria Shu se reuniu com Aílton Graça e outros profissionais para falar sobre a questão do negro na produção artística. Além disso, uma série de debates trouxe à praça Roosevelt nomes como Hugo Villavicenzio, Gabriela Mellão, Aimar Labaki e Beth Néspoli.

Parceira firme da Instituição, Soninha Francine, mulher ativa na vida política paulista e paulistana, esteve conosco em duas situações. Em abril, discutiu a acessibilidade trans com o diretor da Escola, Ivam Cabral, e com o político Eduardo Suplicy. Dois meses depois, abordava o feminismo, com as artistas Luaa Gabanini e Jô Freitas.

Profissionais estrangeiros também tiveram espaço em nossa programação. Logo no início do ano, a parceria da Escola com a MITsp (Mostra Internacional de Teatro de São Paulo), um dos mais importantes eventos de Artes Cênicas do Brasil, trouxe a polonesa Katarzyna Luszczyk à Intstituição. Ela, que integra a companhia Nowy Teatr, ministrou um workshop sobre iluminação. O uruguaio Raúl Rodrigues da Silva, representante da Academia Russa de Arte, conversou com os aprendizes sobre intercâmbio. Por fim, os portugueses da Casa da Esquina debateram as semelhanças e diferenças da dramaturgia contemporânea do Brasil e de Portugal.

A SP Escola de Teatro espera que 2017 seja um ano ainda mais estrelado por grandes figuras do Teatro, que tanto têm a trocar com seus aprendizes, colaboradores e com o público em geral.