Retrospectiva 2015

Intercâmbios

O ano de 2015 foi marcante para o processo de internacionalização da SP Escola de Teatro. Novos projetos se concretizaram e parcerias institucionais já estabelecidas atingiram o ápice de suas potencialidades.

Logo em janeiro, a aprendiz Teresa da Almeida Prado, do Curso Regular de Atuação, participou de um intercâmbio na Guildhall School of Music and Drama, a tradicional academia de Londres onde já se formaram nomes como Ewan McGregor, Orlando Bloom e Daniel Craig. O Guardian University Guide, ranking feito pelo renomado jornal britânico “The Guardian”, elegeu a Guildhall como instituição especializada número 1 de todo o Reino Unido nos anos de 2013 e 2014. A aprendiz participou de aulas, frequentou seminários e teve a oportunidade de assistir a espetáculos encenados na escola, assim como acompanhar a programação cultural da cidade.

Também participaram da viagem o coordenador do Curso Regular de Atuação, Hugo Possolo, que ministrou seminários em que apresentou o sistema pedagógico da SP Escola de Teatro a alunos e professores da Guildhall, e o diretor financeiro da Escola, Fernando Vieira, que se reuniu com o staff técnico com o intuito de buscar apoiadores para os projetos educacionais e artísticos que ambas as instituições têm intenção de desenvolver conjuntamente.

Partindo de uma compreensão do intercâmbio como uma via de mão dupla, a SP Escola de Teatro recebeu, pela segunda vez, o professor Eliot Shrimpton, docente e diretor de estudos acadêmicos da Guildhall. O artista inglês foi responsável pelo curso de Extensão Cultural “Criação Cênica Coletiva e o Nascimento do Solo”, realizado entre agosto e setembro na Sede Roosevelt.

A parceria entre a SP Escola de Teatro e a Universidade das Artes de Estocolmo também andou a todo vapor. Os aprendizes Carol Rodrigues (Atuação) e Francisco Rafhael Guerra Camelo (Humor) participaram de um workshop de duas semanas na emblemática ilha de Fårö, onde morou (e rodou alguns de seus filmes) o cineasta Ingmar Bergman. A professora dos aprendizes foi ninguém menos que Ariane Mnouchkine, diretora do Théâtre du Soleil e um dos maiores ícones do teatro mundial no século XX e XXI. Depois do workshop, os aprendizes participaram durante dez semanas do curso de Humor na Academia de Artes Dramáticas da universidade sueca. Enquanto isso, em São Paulo, as estudantes suecas Li Molnar Kronlid e Zandra Lolita Zackow frequentaram o Módulo Amarelo na Escola.

As trocas pedagógicas docentes também não ficaram para trás. Entre abril e maio o coordenador do Curso Regular de Direção, Rodolfo García Vázquez, e o responsável pelas Relações Internacionais da Escola, Marcio Aquiles, ministraram um curso na universidade sueca sobre atuação e direção cinematográfica, escrita de roteiros e produção audiovisual independente, tudo aos moldes do sistema pedagógico da SP Escola de Teatro. Durante setembro e outubro, houve uma nova invasão brasileira nas terras geladas de Estocolmo, quando os formadores Alessandro Toller (Dramaturgia) e Francisco Turbiani (Iluminação) ministraram novo curso no departamento de teatro.

Enquanto isso, na SP Escola de Teatro... mais cursos na Extensão Cultural ministrados por professores da universidade sueca, com aulas de Ulrika Malmgren, Matthew Allen, Mia Tönrqvist e Janina Rolfart.

Os intercâmbios na América do Sul também não ficaram de fora. Por meio de um acordo estabelecido com o Ministério da Cultura da Colômbia, a SP Escola de Teatro enviou os aprendizes Pablo Miguel Calazans dos Reis (Direção) e José Cézar Pinheiro Renzi (Técnicas de Palco) para frequentar por um mês a Facultad de Artes ASAB, da Universidad Distrital Francisco José de Caldas. Lá também encontraram o coordenador de Direção Rodolfo García Vázquez, convidado a apresentar um trabalho no Décimo Encuentro de Escuelas de Teatro.

Em contrapartida, os professores colombianos Jaqueline Rojas Cardozo (Figurino) e Julio César Peláez Serpa (Atuação, Direção e Dramaturgia) realizaram durante um mês residências artísticas na Escola.

Por sua vez, em outubro, Marcio Aquiles participou como crítico do Festival Internacional de Buenos Aires, onde também teve reuniões de projetos com professores da Universidade Meiji (Japão), da Universidade Nacional Chungnam (Coreia do Sul) e da Universidade da Nigéria.

Para o próximo ano, além dos vínculos já mantidos pela Escola com as instituições mencionadas, muitas novidades virão, já que novos intercâmbios estão sendo planejados com universidades e teatros da Alemanha, do Chipre e da Argentina.