Retrospectiva 2015

Apoiando Projetos

Na esfera do Ensino, a Escola deu apoio ao Abraço Cultural, um curso de idiomas ministrado por refugiados de diversos países que vivem em São Paulo. Durante o mês de julho, o programa, que é administrado, em grande parte, por voluntários, usou as salas da sede Marquês de Itu da Escola para suas aulas. Isso se repetirá durante janeiro de 2016, enquanto as aulas de Artes Cênicas ainda não começaram.

O Abraço Cultural ainda virou uma ação de contrapartida para os aprendizes contemplados pela Bolsa-Oportunidade, do Programa Kairós. Na atividade, eles ajudaram a produzir as aulas culturais do curso, entrevistaram refugiados e criaram um espetáculo com base no que viram e ouviram. Em forma de sarau, se apresentaram na última aula cultural do ano.

Os refugiados também tiveram vez quando a Escola abrigou, em sua sede na praça Roosevelt, o evento “Refugiados — Eu me importo”. Sob o tema “Cultura e Refúgio”, a programação teve o objetivo de resgatar e compartilhar a cultura do país de origem dos participantes. O evento contou com oficina de turbante, aula de dança africana e feirinha gastronômica de pratos típicos, entre outras atrações.

Também parceira da Escola com contrapartida da Bolsa-Oportunidade, a Rádio Conexão BR ampliou seus laços com a Instituição. Desde sua estreia, em outubro”, o programa “Antes que eu me esqueça” é gravado no estúdio da SP Escola de Teatro. Sob o comando da sonoplasta Tunica Teixeira e da jornalista Silvia Levy. A atração traz as memórias das apresentadoras e de um convidado, trazendo à tona assuntos importantes da cultura pop nacional. O estúdio serviu também para outros fins, como a gravação da trilha sonora da videoinstalação “Saída de emergência”, por Roberta Estrela D’Alva e Gustavo Sato.

As salas da Escola ainda serviram para outros eventos. A sede Marquês de Itu recebeu o “1º Seminário de Educação e Expressões de Gênero”, motivado pela exclusão da palavra “gênero” do texto do Plano Municipal de Educação. Laerte Coutinho e João Silvério Trevisan foram alguns dos nomes que integraram a programação.

O projeto “Minha mão sabe mais do que eu: Uma imersão de diretores de cena brasileiros” também teve espaço na Instituição. Idealizado por Elisete Jeremias, Rafael Bicudo e Victor Gally, a iniciativa teve quatro mesas de discussão sobre o cotidiano e o ofício dos diretores de cena.

O Núcleo Bartolomeu de Depoimentos também foi um parceiro frenquente da Escola. Em abril, a sede Roosevelt recebeu uma edição do “ZAP! (Zona Autônoma da Palavra)”, um campeonato de poesia aberto ao público. Nos meses seguintes, o portal da Escola acompanhou a ocupação do grupo no vizinho Teatro de Arena, divulgando sua programação.

Na área das Artes Circenses, além de ter abrigado atrações e oficinas da 4ª Palhaçada Geral, a SP Escola de Teatro firmou uma parceria com o Teatro Alfa e ofereceu um workshop com a companhia francesa Cirque Plume, no espaço que fica em Santo Amaro. Foram oferecidas vagas para aulas de percussão corporal, clown, trapézio e acrobacias.

Entre novembro e dezembro, a Escola ainda foi parceira da 2ª Bienal Internacional de Teatro da Universidade de São Paulo. Além de divulgar o evento, foi um dos espaços a receber espetáculos de sua programação.