Teatro do Vestido

 

Em março, a trupe portuguesa Teatro do Vestido cruzou o Atlântico com seu projeto “Monstro” e aportou em solo brasileiro. O local escolhido foi a SP Escola de Teatro, onde o grupo concretizou uma residência artística.]

O projeto consistia numa trilogia teatral, composta por “Calamidade”, “Hecatombe” e “Apocalipse”, que contou com aprendizes da Escola nas áreas técnicas e no elenco. As duas primeiras partes dele já chegaram prontas, e a terceira e última foi concluída no Brasil, com o apoio da Instituição.

Assim, os atores Joana Craveiro, Tânia Guerreiro e Gonçalo Alegria, além da produtora Joana Vilela, ficaram por algumas semanas pela Escola, em cartaz com as três montagens.

“‘Monstro’ pretende responder às seguintes questões: ‘Onde estamos agora?’, ‘Como chegamos até aqui?’ e ‘Para onde depois disto?’. Trata-se de um trabalho que questiona diretamente a realidade, o estado das coisas, a situação política, econômica e social que atravessamos em Portugal e na Europa, e procura ligações disso com o mundo, especialmente com o Brasil”, explicaram.

Além disso, “Hecatombe” e “Apocalipse” foram escritas em colaboração com o dramaturgo, diretor e escritor brasileiro Maurício Paroni de Castro, coordenador da Biblioteca.

Fundada em 2001, a companhia é constituída por uma equipe multidisciplinar, que aposta numa forte relação com os espaços de apresentação, valorizando-os, bem como numa relação de partilha com o público, o que a tem feito trabalhar em contextos diferenciados: rural, internacional e urbano.

Seu principal foco é a criação de trabalhos teatrais e de instalação, que explorem novos processos criativos e, principalmente, criem uma dramaturgia original.

“Obrigado à Escola por nos acolher. Trabalhar com os aprendizes foi ótimo. Eles foram fantásticos na criação dessa aventura”, disse Joana Craveiro no encerramento da residência.

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