Residência de Maria Alice Vergueiro

 

O dia 1º de abril de 2013 ficou marcado na SP Escola de Teatro não por uma grande mentira, e sim por um acontecimento mais do que verdadeiro e que repercutiu por meses, gerando frutos recompensadores.

 

O tal acontecimento foi o início da residência artística da atriz e diretora Maria Alice Vergueiro com sua companhia, o Grupo Pândega de Teatro, na Escola, que atravessou o ano. O objetivo desse processo de criação e pesquisa cênica era a elaboração da nova montagem da trupe, com previsão de estreia para março de 2014. A residência absorveu aprendizes de todos os Cursos Regulares, além de ex-aprendizes e artistas convidados.

 

O processo de trabalho foi construído com base no Método Pânico, do escritor, cineasta, dramaturgo e psicólogo chileno Alejandro Jodorowsky. Já os textos que serviram como provocação eram "Fando e Lis", de Fernando Arrabal, e "Fim de partida", de Samuel Beckett.

 

Ainda que possua uma longa trajetória artística vivenciada ao longo de seus 78 anos, a atriz sempre deixou bem claro que não estava ali apenas para ensinar. "Também quero ter o direito de crescer cada vez mais com vocês. Quero crescer até morrer!", afirmou no primeiro dos encontros, que aconteciam às segundas e quartas-feiras.

 

No último Território Cultural do primeiro semestre, realizado no dia 13 de julho, aconteceu a mostra de processos do grupo, intitulada "TAR", com cenas resultantes da provocação pelo conceito de Zona Autônoma Temporária, de Hakim Bey, e dos textos de Arrabal e Beckett.

 

O trabalho, resultado parcial de sua residência artística, arrebatou os espectadores com uma comovente história sobre abuso e o sentimento de inutilidade, vazio e desespero de uma paralítica, que contou com a participação da própria atriz no elenco.
Depois de mais alguns meses de trabalho árduo, a trupe encerrou o ano com a mostra de processos "Caminho a TAR", em dezembro, uma prévia do que virá pela frente.

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