Projetos Especiais

 

Cursos Regulares, cursos de Extensão Cultural, residências, ocupações, palestras, lançamentos e por aí vai. Tudo isso faz parte do cotidiano da SP Escola de Teatro, em quantidade já suficiente para lotar o cronograma de atividades. Mesmo assim, a Instituição encontra fôlego para encabeçar vários outros projetos – e, o melhor: são contínuos e divididos em edições, possibilitando várias abordagens diferenciadas.

O SP Dramaturgias, por exemplo, comemorou um ano de existência em junho. O projeto, que tem supervisão da coordenadora do curso de Dramaturgia, Marici Salomão, traz leituras dramáticas de textos inéditos de autores contemporâneos. Neste ano, foram realizadas sete edições.

Os textos também podem ser de autores que não façam parte da Escola, desde que sejam inéditos. A seleção das obras a serem lidas se pauta em critérios artísticos (além de inéditos, textos que dialoguem com questões da contemporaneidade, quer na forma, quer no conteúdo) e pedagógicos (a partir de demandas e questões oriundas do trabalho desenvolvido entre formadores e aprendizes na Escola).

“Acredito que os aprendizes alcançaram uma autonomia maior, se comparado ao ano passado. É importante que o texto esteja completo, no entanto, não acabado, para que seja construído de maneira participativa e receba tratamento. Com uma leitura por mês, os aprendizes tiveram tempo de se aprofundar no texto, de ensaiar e de discutir a dramaturgia com bastante fôlego”, revela Marici.

Também relacionado à leitura, mas em outro âmbito, o projeto Leitura na Praça foi uma das agradáveis novidades da Escola. Com ele, a Instituição levou parte do acervo de sua Biblioteca para a Praça Roosevelt, disponibilizando ao público a leitura de dezenas de obras.

Assim, por quatro sábados do ano, o Parquinho Infantil da Praça Roosevelt se tornou uma biblioteca ao ar livre. Para as ações, que reuniram de crianças a adultos, a área da Praça Roosevelt onde o acervo de livros ficou disponível ganhou ambientação e sonorização projetada por formadores e aprendizes, assim como contação de histórias.

O projeto foi realizado em parceria com o SP Escambo Literário, uma atividade de contrapartida para a concessão de bolsas do Programa Kairós voltada ao câmbio de livros, e atua com o envolvimento de funcionários, aprendizes e formadores. “O objetivo, claro, era incentivar a leitura entre a comunidade do entorno da Escola”, diz Ivam Cabral, diretor executivo da SP Escola de Teatro.

A Biblioteca da Escola, por sua vez, sediou um dos eventos que difundiram cultura e arte ao longo de 2013. Realizado sempre na última sexta-feira do mês, com coordenação do diretor e dramaturgo Maurício Paroni de Castro, o Chá e Cadernos é uma discussão informal que serve para o tráfico de conhecimento e de aprendizado do “aparentemente proibido”.

“A cultura renovada sempre está ligada aos locais informais de troca de informação. E não é só o boca a boca dos espetáculos, mas a própria personalidade artística dos realizadores. O local onde se realiza troca de conhecimento que desenvolve a forma e a revolução está quase sempre fora do âmbito justa e necessariamente mais hierárquico: é o espaço onde as pessoas falam sobre a vida, onde há troca de informação e da sociabilidade”, afirma Paroni.

Cada edição do encontro tem um tema específico. Dessa forma, dramaturgia do renascimento, suspensão de descrença, parresia e o indivíduo no teatro ocidental foram alguns dos assuntos abordados. Na edição de novembro, o coordenador recebeu o mímico italiano Livio Tassan Mangina.

Também foi desenvolvido, ao longo deste ano, o Cine SP, que promove sessões de cinema cujo ingresso era um livro para doação. O projeto, desenvolvido pelos beneficiados pela Bolsa-Oportunidade oferecida pelo Programa Kairós, exibiu filmes como “Tirésia” e “Quem tem medo de Virginia Woolf?”.

Outra ação protagonizada pelos aprendizes foram as leituras encenadas de textos contemporâneos. A proposta, realizada no curso de Direção, teve coordenação de Rodolfo García Vázquez e Bernadeth Alves, respectivamente, coordenador e formadora do curso. O exercício resultou em uma montagem teatral, apresentada ao público em julho.

“Propusemos esse exercício para que os aprendizes sentissem que há essa carência aqui na Escola, a de trabalhar com textos prontos, escritos por grandes autores. Tomar um texto, entendê-lo e optar por uma forma de trabalhar com ele é o que faz um diretor”, observou Vázquez.

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