Biblioteca do Corpo

 

O teatro contém em si todas as formas de arte. E a dança, claro, é uma delas. Em 2013, a SP Escola de Teatro mergulhou nessa área.

Além de cursos de Extensão Cultural voltados para a área e a montagem de uma sala de dança em sua Sede Roosevelt, a Escola se envolveu em um grande projeto. Em parceria com o Sesc-SP e o ImPulsTanz Festival, coordenado pelo coreógrafo e bailarino Ismael Ivo, a Escola promoveu a Biblioteca do Corpo.

A ação proporcionou dez bolsas de estudo a bailarinos interessados em participar do programa Biblioteca do Corpo, dentro do festival ImPulsTanz 2013, em Viena, de 1º de julho a 13 de agosto.

Os candidatos deveriam ter entre 20 e 27 anos e sólida formação em sua área, estilos e técnicas. A comissão de avaliação, composta por representantes da SP Escola de Teatro, Sesc, e do projeto Biblioteca do Corpo, selecionou, inicialmente, 59 bailarinos. Depois, estes foram entrevistados e participaram de audições. Desses, foram selecionados 10 bailarinos, que receberam bolsas de estudos para cobrir os gastos de estadia, alimentação e traslados em Viena.

Na capital austríaca, eles participaram de aulas programadas, workshops do festival e assistiram aos 20 espetáculos apresentados durante o ImPulsTanz Festival. “É um festival que dá total importância ao processo, ao acesso, e à estrutura, principalmente. Foi muito bom conhecer o ambiente e ver o público respondendo daquela forma”, disse Ismael Ivo.

E não acabou aí. Ainda na cidade, os participantes do projeto receberam orientação de Ismael Ivo em um programa de educação individual. Na última fase, o artista desenvolveu uma coreografia inédita com os alunos para apresentações em Viena e São Paulo. O espetáculo “No Sacre” fez duas sessões no Sesc Pinheiros.

Na sequência, foi realizada uma série de ações especiais no Teatro Sérgio Cardoso, batizada de “Performativo, formativo: processos da cena”: entrevistas públicas e discussões que ampliaram o debate sobre vertentes contemporâneas de formação, atuação e performance em artes da cena.

“O objetivo da Biblioteca do Corpo, que eu chamo de ‘período de contaminação artística’, era dar exatamente a perspectiva de uma educação progressiva, séria, com qualidade e abrir portas de novos caminhos”, diz Ismael.

Renata Bittencourt, coordenadora da Unidade de Formação Cultural (UFC), da Secretaria de Estado da Cultura, que acompanhou todo o processo de seleção e desenvolvimento do projeto, afirmou que a Biblioteca do Corpo foi “projeto entregue de presente por Ismael”, e que ele tem potencial para “inspirar outros programas e artistas que têm trabalhado na interface com a Secretaria”.

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