Acessibilidade

 

Ivam Cabral, diretor executivo da Instituição, costuma dizer que a acessibilidade está no DNA da SP Escola de Teatro. Depois de um ano inteiro repleto de ações, cursos e iniciativas voltadas a esse tema, seria impossível negar.

Segundo o dicionário Michaelis, acessibilidade significa “1. facilidade de acesso, de obtenção; 2. facilidade no trato”. E é exatamente neste sentido mais abrangente que esse conceito é encarado na Escola.

“Primeiramente, não acredito em premissas de inclusão. Por isso, prefiro sempre pensar que a palavra ‘acessibilidade’ é a que melhor define o que estas políticas querem fazer. Isto porque eu não gosto de pensar, por exemplo, que deficientes ou nordestinos ou negros ou índios ou homossexuais precisem ser incluídos. Repudio essa ideia. Grupos como esses precisam – e urgentemente – de acesso”, explica Ivam.

Pensando por este viés, acessibilidade seria, resumidamente, “criar mecanismos de acesso que assegurem, primeiramente, a preservação de identidades e gêneros, sejam eles quais forem”.

Sendo assim, o projeto de acessibilidade já teve início quando a Instituição, em sua concepção, reservou as vagas na recepção a transexuais e travestis. Desde então, uma infinidade de outras iniciativas segue o mesmo caminho, a começar pelas adaptações no espaço físico, como banheiros acessíveis, rampa de acesso e elevador.

“Foi a adoção desse tipo de política que possibilitou que tivéssemos conosco, por dois anos, Gerson de Souza, um aprendiz cego, que concluiu, em 2012, os quatro módulos do curso de Sonoplastia. Também tivemos a honra de receber a atriz Maria Alice Vergueiro em uma residência artística. E, em nosso quadro de colaboradores, contamos com o diretor e dramaturgo Maurício Paroni de Castro. Ou seja, as cadeiras de rodas também não representam qualquer problema para nós”, comenta Ivam.
Falando sobre cursos, não faltaram oportunidades para aqueles que desejavam se aprofundar em diversas áreas da arte. Promovidos em agosto pelo setor de Extensão Cultural, “Dança sem fronteiras”, “Interpretação de espetáculos em LIBRAS” e “Introdução à audiodescrição para teatro” mobilizaram participantes, com ou sem deficiência, mas, acima de tudo, interessados em travar contatos com o outro, aceitando e desejando a diversidade.

No mesmo mês, por meio de uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo), o British Council, via plataforma Transform, o Sesc-SP e a Apaa (Associação Paulista dos Amigos da Arte), a Escola promoveu o seminário “Arte sem limites”, no MAM. O evento contou com a participação de membros da Shape Arts, organização empenhada em fazer pessoas com deficiência participarem plenamente no setor cultural das artes. Marcos Abranches, coreógrafo e bailarino que em julho ministrou, na Instituição, o workshop “Despertar do corpo no espaço”, foi um dos palestrantes.

“Nossa preocupação não poderia ficar limitada às paredes da Escola. E, como compartilhar conhecimento é uma de nossas principais vocações, passamos, cada vez mais, a firmar parcerias e oferecer ao público informações relevantes sobre a área”, comenta Ivam.

Em outubro, fruto de outra parceria com o British Council e o Teatro Sérgio Cardoso, a Escola, por meio de seu departamento de Extensão Cultural, ofereceu as oficinas do projeto “Unlimited: arte sem limites”. Foram quatro oficinas gratuitas com temas voltados à acessibilidade: “Personagens em transição”, com Ramesh Meyyappan; “Narrativas pessoais na criação artística”, com Robert Softley; e “Dança acessível”, com Claire Cunningham; e “Acessiblidade no teatro”, com Amit Sharma.

Uma das iniciativas que caminham na mesma trilha foi comandada pelo Programa Kairós: um grupo de deficientes visuais foi contratado para sessões semanais de massagem, que alegram e tranquilizam o cotidiano dos colaboradores.

Depois de tudo isso, para coroar a atuação da Escola nesse campo, foi promovido o Prêmio Acessibilidade 2013, com o objetivo de promover o debate e premiar ações e pessoas que tiveram iniciativas voltadas a essa preocupação, em âmbito nacional.

Serão cinco categorias, cada uma com 10 indicados. A votação, realizada no portal da Instituição, já está aberta.
Clique aqui para participar.

RETROSPECTIVA 2013
PRÊMIO ACESSIBILIDADE 2013
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