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As Muitas Faces de uma Escola

“O mundo está em crise e o teatro acompanha este momento de difícil transição. Tudo e todos parecem estar desorientados. O realismo foi superado, o pós-dramático, o pós-moderno. Neste contexto, uma instituição como a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco é algo muito bem-vindo. Em meio a esta Babel em que se encontra o mundo, uma escola que oferece técnicas diversas é de extrema importância, para que, assim, surja a inspiração.” Com a frase acima, o dramaturgo e diretor Antunes Filho oferece seu ponto de vista sobre a Instituição.

Três anos se foram e a Instituição, que surgiu de um desejo de criar um centro formador das artes do palco a jovens interessados no estudo e na profissão do artista teatral, amadureceu. “Do ponto de vista conceitual, a Escola percebeu que o foco deve ser o mundo contemporâneo, a experiência teatral baseada em materiais próximos de nossa realidade”, diz Rodolfo García Vázquez, coordenador do Curso de Direção da Instituição.

“Estruturalmente, os fundamentos mantêm-se vivos, mas vários aspectos mudaram radicalmente. O ciclo processo/experimento/avaliação e formação originalmente eram feitos após o módulo completado. Atualmente, o ciclo é realizado três vezes durante o Módulo”, continua Vázquez.

As mudanças se deram a partir de avaliações periódicas, realizadas tanto pela própria equipe pedagógica quanto pelos aprendizes. Esta forma dinâmica de ensino tem levado a direção da SP Escola de Teatro a redimensionar frequentemente seus critérios e procedimentos.

“São exatamente essas possibilidades que permitem pensar o processo artístico e pedagógico da Escola de maneira sistêmica. Processo que se altera, transforma-se na relação com o próprio teatro, com os aprendizes envolvidos nas proposições de criação e estudo”, complementa Joaquim Gama, coordenador pedagógico da Instituição.

Vázquez observa que o processo de amadurecimento das escolhas pedagógicas e artísticas foi determinante. Neste período, ele diz, a Escola mostrou-se antenada e disposta a exercer um papel importante no mundo globalizado. “Passei uma semana em Estocolmo, em contato com grandes pedagogos teatrais suecos, que mostraram um interesse enorme em realizar um rico intercâmbio com a SP Escola de Teatro. Trata-se de uma semente considerável para o futuro das nossas relações internacionais”, diz ele, que percebe que, apesar de a instituição ter pouco mais de três anos, teve desenvolvimento e maturação vertiginosos.

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