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Uma das principais características da SP Escola de Teatro é o seu olhar humanista sobre os indivíduos que a integram hoje e sobre os que virão depois. Partindo dessa visão, a sociabilidade é articulada sobre vetores educacionais e sustentáveis dentro do Programa Kairós, uma importante iniciativa embrionária da própria Instituição que vem à luz.
Na mitologia grega, Kairós é o deus da oportunidade. Significa “o momento certo” ou “oportuno”. Os gregos tinham duas palavras para o tempo: Chronos e kairós. Enquanto o primeiro refere-se ao tempo cronológico, o último é um momento indeterminado no tempo onde algo especial acontece. A imagem que o sintetiza é a do garoto de cabelo de fogo que passava rápido diante dos olhos das pessoas. Súbito, o desafio daqueles que o viam era agarrá-lo.
Entre as finalidades do Programa Kairós constam promover intercâmbios pedagógicos e ou culturais com aprendizes e formadores ou com instituições de outros estados ou países, além de viabilizar a participação de diretores e coordenadores da Escola em congressos, seminários, palestras ou debates nacionais e internacionais.
Dentre outras atividades que o programa desenvolve estão as ações “Cota de Vagas”, “Integração Social”, “Colocação Profissional” e “Diálogos Culturais”, sendo que este último viabilizou o fórum Encontros Notáveis, realizado no Teatro Aliança Francesa em maio de 2010, onde se propiciou o acesso ao pensamento e o diálogo dos aprendizes e do público em geral com importantes personalidades brasileiras contemporâneas, como o diretor de teatro Antunes Filho, a poeta Adélia Prado, a missionária Monja Coen, o Coordenador de Planejamento Ambiental do Estado de São Paulo Casemiro Tércio Carvalho, o cacique guarani Timóteo Verá e o jornalista e crítico teatral Jefferson Del Rios.
O Programa Kairós também propicia a integração da Escola em redes sociais, tanto no sentido da viabilização econômica de suas ações – por meio de captação de recursos e/ou parcerias junto a órgãos públicos, ONGs, organismos internacionais e empresas privadas – quanto na administração e distribuição desses recursos para atender aos objetivos da Escola.
No entanto, a ação que garante e valida os processos de inclusão cultural e formação de aprendizes que tenham situação socioeconômica desfavorecida é a Bolsa-oportunidade. Por meio de uma bolsa-auxílio mensal, no valor de R$ 545,00, metade dos 200 aprendizes matriculados nos Cursos Regulares da SP Escola de Teatro tem a oportunidade de adquirir material técnico/pedagógico, freqüentar atividades e eventos culturais e subsidiar despesas como transporte e alimentação. A permanência ininterrupta desses aprendizes na Escola é que valida o processo de aprendizagem e inclusão cultural. É com essa permanência que se acredita propiciar a formação de artistas/cidadãos com consciência reflexiva e, ao mesmo tempo, profissionais qualificados no campo teatral. Dessa maneira, o acesso à atividade teatral não se dá de forma assistencialista: ele é fundamentado no potencial criador de qualquer ser humano.

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