SP ESCOLA DE TEATRO
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HISTÓRICO DE EVENTOS

 
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Sarau

“O Inevitável Amor: Poetizando a vida e cantando o mundo”, com Marcos Fonseca

 

A SP Escola de Teatro recebe o sarau poético “O Inevitável Amor: Poetizando a vida e cantando o mundo”, com Marcos Fonseca e convidados como Carloz Torres, Liz Rabello, Claudio Laureatti e Daniel Carvalho, entre outros. O evento é gratuito e aberto ao público.

Na apresentação, que explora o universo da poesia e da música, Fonseca convida o público a refletir sobre a importância de vivenciar a arte, mais do que simplesmente apreciá-la. O artista-educador compõe suas letras na observação do cotidiano, expondo sensações e situações comuns.

Em voz e violão, a plateia aprecia contos de paixões, travessuras e lembranças de infância envoltas em influências de pop e rock dos anos 1980. Tudo isso em um ambiente intimista.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sáb., 21 de outubro, 19h às 22h
Quanto: Grátis
Classificação: Livre

Show

Fábrica de Animais - Lançamento de disco

 

Tendo como vocalista a atriz — e parceira constante da SP Escola de Teatro — Fernanda D’Umbra, a banda Fábrica de Animais faz show de lançamento de seu disco na sede Roosevelt da Instituição. A apresentação ocorre neste sábado (10), às 19h, com entrada franca.

Formada em 2007, a banda leva o nome de um romance escrito pelo americano Edward Bunker. As referências à literatura estão em suas músicas junta a temáticas urbanas, sempre ao som de rock, blues e soul.

No palco, Fernanda é acompanhada por Flávio Vajman (harmônica, rubboard e sanfona), Sergio Arara (guitarra), Caio Góes (baixo) e Cristiano Miranda (bateria).

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sábado, 10, 19h.
Quanto: Grátis (retirar ingressos uma hora antes).

Teatro + documentário

Levante

 

O espetáculo da companhia Club Noir tem direção de Roberto Alvim e texto de Daniel Graziane e, de certa forma, teve seu início na SP Escola de Teatro, já que Alvim deu aulas a Graziane na primeira turma do Curso Regular de Dramaturgia.

No enredo de “Levante”, um grupo de hackers divulga informações confidenciais sobre um governo. O vazamento desencadeia uma série de ações políticas que visam destruir o sistema corrompido. A ideia é criar uma reflexão sobre como as redes sociais e as novas tecnologias digitais abrem caminho para os levantes populares.

A peça traz referências recentes e reais, como as manifestações que eclodiram no Brasil em junho de 2013, e outras revoluções políticas que ocorreram em outros países. O escândalo do “Panama Papers”, quando vazaram documentos sobre a relação de políticos com empresas offshore, também inspiraram o espetáculo.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 8 de julho a 5 de agosto. 5ª e 6ª, 21h
Quanto: R$ 30 (ingressos uma hora antes de cada sessão)
Duração: 45 min.
Classificação: 16 anos

Berenice Morre

 

Uma festa se opõe a um velório. E, neste contraste, abre-se uma oportunidade para refletir sobre a passagem do tempo. É sobre isso que trata o espetáculo “Berenice Morre”, que estreia neste sábado, 9 de julho, na SP Escola de Teatro, após ter feito residência na Instituição.

O texto, de autoria de Sergio Zlotnic, já foi visto em apenas uma ocasião: na edição 2015 do festival Satyrianas, que reúne manifestações artísticas diversas na Praça Roosevelt. A peça foi apresentada no Espaço dos Satyros Um.

Zlotnic também assina a direção, dividida com Barbara Lamounier e Guilherme Udo, aprendizes do Curso Regular da Direção da Escola. Com produção da companhia Os Zzzlots, a montagem passeia por diferentes linguagens do teatro, fazendo um exercício de investigação que busca o choque de linguagens dramatúrgicas presentes nas artes do palco.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 9 a 31 de julho. Sáb., 21h; Dom., 19h. *Sessões às segundas-feiras, às 20h, podem ocorrer mediante reservas antecipadas pela página da Cia. Os Zzzlots no Facebook
Quanto: R$ 30,00
Duração: 60 min.
Classificação: 14 anos

Homenagem a Alberto Guzik

 

Um dos fundadores da SP Escola de Teatro, Alberto Guzik faria 72 anos nesta quinta-feira, 9 de junho. Para marcar a data, a Instituição recebe um evento em homenagem a este grande homem do teatro, que foi ator, diretor, professor e crítico.

O evento começa com a apresentação da peça “Os Dias e as Horas”, do Núcleo de Experimentação dos Satyros. O espetáculo, que leva o nome do antigo blog de Guzik, é baseado na publicação. Com direção de Eduardo Chagas, a montagem revela alguns episódios dos quatro últimos anos da vida do ator, principalmente sobre sua rotina n’Os Satyros.

No palco, o farto elenco aborda a perseguição à família judia de Guzik durante a Segunda Guerra Mundial, a relação do artista com a cidade de São Paulo e como ele usava a arte como uma forma de combater a melancolia.

Depois da apresentação, o público vê um trecho do documentário “Os Satyros”, de Evaldo Mocarzel. Exibido apenas uma vez em 2014, no Itaú Cultural, o filme faz parte de uma trilogia que o diretor preparou sobre a companhia, que inclui os títulos “Cuba Libre” e “Vila Verde”. Na ocasião, o público vê falas do diretor Rodolfo García Vázquez sobre Guzik, além de um depoimento do próprio homenageado.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 9 de junho, quinta-feira, 20h
Quanto: Grátis e aberto ao público

Lançamento de livros

“Uma Atriz e suas Personagens”

 

Integrante da célebre companhia teatral dinamarquesa Odin Teatret, a atriz Julia Varley faz o lançamento de seu livro “Uma Atriz e suas Personagens” na SP Escola de Teatro. Aberto ao público, o evento terá uma fala da artista, seguida da venda do volume e sessão de autógrafos.

Editado pela É Realizações, o livro é composto pelas histórias das personagens vividas por Julia durante sua trajetória na Odin. Por meio de relatos e artigos, o leitor conhece, intimamente, as nuances do processo criativo da atriz no grupo.

 

Lançamento do livro “Uma Atriz e suas Personagens”
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Saguão
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Terça-feira, 29 de novembro, 12h às 14h
Quanto: Grátis. Livro será vendido por R$ 79,90 (cartões de crédito, débito e dinheiro serão aceitos)

“Assédio” e “Corpo Voz Escuta”

 

A SP Escola de Teatro recebe um lançamento duplo de livros editados pela Lamparina Luminosa. Os autores — o performer Renan Marcondes e a acadêmica Paula Carrara — se reúnem em uma mesa de discussão para falar sobre os volumes. Em seguida, autografam os livros. O evento é grátis e aberto ao público.

Marcondes é autor de “Assédio”. Na edição, ele documenta sua produção artística entre os anos de 2011 e 2015, registrando suas obras performáticas e condensando anotações, imagens, estudos e reflexões. Sua pesquisa se debruça sobre as relações entre o corpo humano e os objetos que nos rodeiam no mundo.

Nascido em São Bernardo do Campo, o artista é mestre em Poéticas Visuais pela Universidade de Campinas e tem pós-graduação em História da Arte pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo.

Paula lança “Corpo Voz Escuta”. resultado de sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Apresentado em 2015, o texto reflete sobre o jogo entre o corpo, a voz e a escuta nas práticas do ator.

Além de acadêmica, Paula é atriz e diretora teatral. Dedica-se às questões ligadas à voz e à palavra em cena.

Na mesa de discussão, que tem início às 14h30, os autores falam, juntos, de ambos os livros, na sala R1 (sede Roosevelt). Depois, descem para o saguão da Escola para conversar com o público e autografar os volumes, que estarão à venda no local.

Mesa de discussão sobre os livros “Assédio” e “Corpo Voz Escuta”
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sábado, 4 de junho, 14h30
Quanto: Grátis

Lançamento dos livros “Assédio” e “Corpo Voz Escuta”
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Saguão
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sábado, 4 de junho, 15h30
Quanto: Grátis. Preço dos livros: R$ 30, cada; R$ 50, ambos

Leitura dramática

SP Dramaturgias – “Bela Vista Baixa”

 

Apresentado no SP Dramaturgias em 2015, o texto “Bela Vista Baixa”, de Cecilia Bilanski, volta a ganhar leitura dramática no projeto, mas com sensíveis mudanças.

Após a leitura do texto no ano passado, Cecilia ouviu comentários do público sobre as reflexões que a peça trazia. Com estas ideias, a reelaboração do texto era algo que já estava pendente para a dramaturga, mas só foi possível quando a autora inscreveu a peça em um concurso na Espanha.

“Quando fui traduzir a peça do português para o espanhol, percebi que eu deveria adaptar a história”, diz a autora. “Bela Vista Baixa”, que faz referência ao bairro paulistano, teve a ambientação alterada para a região portenha de São Telmo. Os locais têm semelhanças: há um tanto de submundo e boemia em seus históricos.

No enredo, HP é um jovem que mora em um cortiço de San Telmo. À noite, ele flana pelas ruas, em busca de diversão noturna. Em uma dessas incursões, ele conhece estranhas figuras do universo da madrugada e acaba colocando a própria vida em risco.

A inspiração para a escrita veio de uma experiência vivida pelo marido e pela filha da dramaturga. Voltando, de carro, para casa, ambos foram cercados por vários jovens nas imediações da praça 14 Bis, no bairro da Bela Vista. “Esta situação e a região da cidade são um exemplo micro das relações de alteridade causadas pela violência urbana.”

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 7 de junho, terça-feira, 20h
Quanto: Grátis e aberto ao público

SP Dramaturgias - “Ela Não Mora Mais Aqui”, de Ana Carolina de Oliveira

Você conhece o seu vizinho de porta? Se você vive em uma grande cidade, como São Paulo, as chances de você não saber quem mora no andar do seu apartamento são altas. Apesar de as megalópoles terem milhões de pessoas, não é comum que seus habitantes se sintam sozinhos, mesmo no meio do mundaréu.

É sobre esse aspecto — e outros — que fala o texto “Ela Não Mora Mais Aqui”, assinado pela aprendiz do Curso Regular de Dramaturgia, Ana Carolina de Oliveira. A peça ganha leitura dramática no SP Dramaturgias, na terça-feira, 10 de maio, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

No enredo, Clara e Tereza moram uma em frente à outra e monologam sobre suas próprias vidas. Elas têm em comum a ausência de uma terceira personagem, além da samambaia de plástico que acompanha a vida das duas — e até se mostra mais viva do que ambas.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 10 de maio. Terça, 20h
Quanto: Grátis
Duração: 60 min.
Classificação: Livre

Mesas de discussão

“Os Mitos e a Encenação Contemporânea”, com Maria Thais e Rodrigo Matheus

 

Nomes consagrados do teatro paulistano, a diretora Maria Thais e o dramaturgo Rodrigo Matheus se encontram na SP Escola de Teatro para discutir processos de criação de seus espetáculos “Prometheus — A Tragédia do Fogo” e “Prometeu”, respectivamente. Ambas as montagens derivam de “Prometeu Acorrentado”, de Ésquilo.

Gratuito e aberto ao público, o evento integra o projeto Prometeu Despedaçado, da Cooperativa Paulista de Teatro. Serve, também, aos aprendizes do Módulo Amarelo, que produzem experimentos cênicos com base no eixo da Narratividade.

Onde: SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt - Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: sábado, 15 de outubro, das 14h30 às 16h
Quanto: Grátis e aberto ao público

Soninha Francine, Luaa Gabanini e Jô Freitas discutem feminismo

 

Neste semestre, os aprendizes da SP Escola de Teatro criam seus experimentos cênicos inspirados em grandes nomes — entre eles, a cantora Elza Soares e a escritora nigeriana Chimamanda Adichie. Se o feminismo grita nas letras do último álbum de Elza, “A Mulher do Fim do Mundo”, não é diferente na obra da africana, autora de “Sejamos Todos Feministas”.

E é justamente o feminismo o tema a ser discutido em um encontro que reúne a coordenadora de assuntos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo Soninha Francine, a atriz Luaa Gabanini e a idealizadora do coletivo Pretas Peri Jô Freitas.

A ocasião é um Território Cultural Expandido, quando a Escola se abre para ter contato com outros espaços de cultura, estabelecendo trocas e relações com artistas das mais diversas áreas. O trio de mulheres debaterá questões ligadas ao feminismo, como os assédios moral e sexual, respondendo perguntas da plateia. A iniciativa ganha mais relevância no atual cenário mundial, em que o feminismo ganha força perante casos de abuso que vêm sendo denunciados.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Marquês
Rua Marquês de Itu, 273-285, Vila Buarque, 3121-3200 | Como chegar?
Quando: 11 de junho, sábado, 12h às 14h
Quanto: Grátis e aberto ao público

Mesa de discussão e lançamento do livro “Léxico de Pedagogia do Teatro”, de Ingrid Dormien Koudela e José Simões de Almeida Junior

 

Durante o ano de 2013, foi realizado na SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco uma série de colóquios cujo tema partia de uma provocação: “O Que É Pedagogia do Teatro?”

A partir das perguntas feitas na ocasião, Ingrid Dormien Koudela e José Simões de Almeida Junior organizaram, juntos o “Léxico de Pedagogia do Teatro”, primeira compilação de verbetes sobre a área em questão, relativamente nova.

Ingrid e Simões participam de uma mesa de discussão sobre o trabalho que fizeram e sobre a área da Pedagogia do teatro. Depois do papo, o livro será lançado e autografado pela dupla. O volume estará disponível para venda.

Onde: SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt - Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: terça-feira, 17 de maio, das 19h às 20h30
Livro: R$ 50, pagamento em dinheiro ou cheque

Ciclo de discussões sobre “Neva”, de Guillermo Calderón

 

A obra do dramaturgo chileno Guillermo Calderón será abordada em uma série de três mesas de discussão na SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco. Os eventos fazem parte do processo de montagem de “Neva”, novo espetáculo do Isso Não É Um Grupo, com texto de Calderón.

No espetáculo, três atores estão em uma sala ensaiando a peça “O Jardim das Cerejeiras” enquanto acontece o domingo sangrento, episódio que marca o início da Revolução Russa. A estreia está prevista para junho.

Gratuitas e abertas ao público, as conversas serão coordenadas pelo dramaturgo Cássio Pires (cofundador do Isso Não É Um Grupo) e por Diego Moschkovich (diretor de “Neva”). A ideia é que o coletivo avance em suas linhas de investigação, articulando dramaturgia contemporânea e encenações voltadas ao questionamento de grandes impasses do nosso tempo.

Veja o que será abordado em cada mesa de discussão:

3 de maio (terça-feira) - A dramaturgia de Calderón em “Neva” e “Dezembro”
Análise e reflexão sobre temática, poética e estrutura da escrita destas obras de Guillermo Calderón, buscando desvendar os procedimentos e dispositivos utilizados pelo dramaturgo, visto que esta compreensão impacta diretamente nossa capacidade de levar as questões propostas pelo autor para a cena.

4 de maio (quarta-feira) - Rússia pré-revolucionária, Anton Tchékhov, Olga Knipper e o Teatro de Arte de Moscou
Para discutir o sentido do teatro em meio a contextos políticos turbulentos, “Neva” ficcionaliza uma possível Olga Kniper, viúva de Tchéckov, ao lado de dois outros atores, Masha e Aleko, em 9 de janeiro de 1905. O dia é conhecido como Domingo Sangrento. Faz-se necessário compreender o contexto histórico da Rússia neste momento, bem como a biografia dos reais Tchékhov e Olga, para alcançar as reverberações e possíveis articulações da obra com o momento político atual.

5 de maio (quinta-feira) - As obras de Tchékhov em “Neva”
Análise das obras teatrais de Tchékhov que são citadas direta ou indiretamente em “Neva” – “O Jardim das Cerejeiras”, “A Gaivota” e “As Três Irmãs” – e reflexão sobre o significado da presença delas no texto.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R5
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 3 a 5 de maio, das 20h às 22h
Quanto: Grátis e aberto ao público

Teatro

Gostôsa – Uma Experiência no Erótico Feminino

 

O que é uma mulher gostosa? A pergunta – que envolve questionamentos sobre padrão de beleza, sexualidade, erotismo e outros temas ainda considerados tabus – é o ponto de partida de “Gostôsa – Uma Experiência no Erótico Feminino”.

Com a pergunta inicial em mente, a atriz Maria Cecília Mansur foi até os contos reunidos em “Monólogo”, da escritora Simone de Beauvoir, e se debruçou sobre assuntos como a idealização da mulher e papeis sociais de gênero. O resultado de três anos de pesquisa é “Gostôsa”, projeto transmídia que, além de um espetáculo, conta também com redes sociais e um blog que reúne notícias, poesias, contos eróticos, fotografias e histórias.

No palco, Maria Cecília busca desconstruir conceitos estéticos e sociais sobre o universo da mulher. Ela toca em questões como idealização, padrões de beleza, amor e submissão. A experiência da mulher com o próprio corpo é um dos nortes da peça, que ainda levanta temas como sexualidade e o prazer feminino.

A peça tem direção de Marcelo do Vale (de “Cachorro Enterrado Vivo”), que agiu mais como um provocador, parceiro de Maria Cecília durante o processo criativo.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 5 a 28 de agosto, sábados e segundas, 21h; e domingos, 20h.
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada)
Classificação: 16 anos

Isso não é um Sacrifício

 

Questionando intolerância e subjugação da mulher, o monólogo “Isso Não É um Sacrifício” inicia temporada neste domingo (25), às 20h, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. As sessões acontecem até 30 de julho, aos sábados, 21h; e domingos, 20h. Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada).

Estrelado pela atriz Fernanda D’Umbra, o espetáculo fala do sofrimento de uma mulher prestes a ser apedrejada até a morte. Esse ato de barbárie é usado como um símbolo para discutir as violências física e psicológica presentes no cotidiano feminino.

Com texto assinado pelo dramaturgo Fernando Bonassi, o monólogo questiona a falta de tolerância na sociedade, onde pessoas defendem suas opiniões fervorosamente sem se abrir para discussões.

Na direção, Christiane Tricerri usa a linguagem de teatro microfonado, em que a voz e o corpo do intérprete e os instrumentos musicais dialogam entre si e são transformados em uma espécie de sinfonia, para um aprofundamento poético da encenação.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 25 de junho à 30 de julho, sábados, 21h; e domingos, 20h
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-enntrada)
Duração: 45 minutos
Classificação: 14 anos

Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive É um Relâmpago

 

"Os Atingidos ou Toda Coisa que Vive É um Relâmpago", com direção e texto de José Fernando Peixoto de Azevedo, foi montado a partir de um processo de entrevistas feitas pelo grupo na região atingida pela lama das barragens na cidade de Mariana (MG), matando 19 pessoas e deixando centenas feridas e desabrigadas. O caso – cujo julgamento dos culpados ainda se arrasta na justiça brasileira – é a questão central do novo espetáculo da Ordinária Companhia, em cartaz de 8 a 30 de julho na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

A peça reúne relatos de sobreviventes com foco na situação desoladora em que ficou Mariana após a tragédia. No texto, Peixoto levanta questões sobre os aspectos e as consequências sociais, econômicas e ambientais, questionando se o ocorrido foi um acidente, desastre ou crime. O dramaturgo também mergulha na história da região, que já havia sofrido com deslizamentos menores nos anos 1980, bem como no histórico de exploração da rota do ouro e de minérios em Minas Gerais.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 8 a 30 de julho, sábados e segundas, 21h; e domingos, 20h.
Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Pobre Super-Homem – Avesso do Herói

 

“Pobre Super-Homem – Avesso do Herói” trata, de forma poética, de temas como HIV/Aids e identidade de gênero – assuntos ainda tratados como tabus na sociedade contemporânea – com o intuito de promover uma reflexão crítica sobre essas questões sociais. Na peça, estão histórias de pessoas em busca por transformações que tragam um novo sentido para suas vidas na metrópole, tão demarcada pela virtualidade, solidão e o caos.

David, um renomado artista plástico, vive uma crise de criatividade e decide retomar a profissão de garçom. Shannon é uma transexual infectada pelo HIV que sonha em fazer uma cirurgia de mudança de sexo. Kryla é uma jornalista independente e procura entender as relações humanas. Violet e Matt, casados, são proprietários de um restaurante onde todas as personagens transitam e vivem suas histórias.

A peça do canadense Brad Fraser ganha direção e adaptação assinadas por Jean Mendonça. E no elenco estão Danilo Miniquelli, Fernando Benicchio, Keila Ribeiro, Luiza Lio, Renata Peron, Ricardo Almeida e Rodrigo Schorts.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Dias 11, 18 e 25 de junho, às 19h; Dia 17 de junho, às 22h.
Quanto: R$ 40, R$ 20 (meia-entrada) e R$ 15 (aprendizes da SP Escola de Teatro)
Duração: 110 minutos
Classificação: 18 anos

Quantos Segundos Duram uma Nuvem de Poeira?

 

No espetáculo da Cia. Bruta de Arte, um terremoto abre uma fenda na terra e divide um país inteiro em dois lados. Por conta disso, um grupo de amigos parte para as Ilhas Galápagos, lugar onde Darwin iniciou seus estudos sobre a teoria das espécies, com o intuito de recriarem e preservarem experiências individuais e coletivas de memória e esquecimento, num espaço de intersecção entre ficção e realidade.

 

Ao se defrontarem com o comportamento dos animais, traçam um paralelo com as suas próprias relações fragilizadas e percebem o quanto estão regredindo por terem deixado algo muito importante ser esquecido: o afeto.

 

A reconstrução de memórias se fundamenta nas relações entre as experiências pessoais e o contexto político-social partindo de questionamentos vitais em uma sociedade em que se afloram a intolerância e o desentendimento.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: De 6 de maio a 26 de junho. Sab., 21h; dom., às 20h; e seg., às 21h.
Quanto: R$ 20
Duração: 90 minutos
Classificação: 14 anos

Gavião de Duas Cabeças

 

O monólogo tem criação e atuação de Andreia Duarte e direção de Juliana Pautilla.

 

O mito do gavião de duas cabeças – um pássaro que devora o espírito indígena, que sobrevive mesmo depois da morte do corpo –, norteia a montagem do espetáculo.

 

A partir dessa imagem de morte e genocídio, a peça costura discursos atuais a partir da experiência pessoal da atriz.

 

Os discursos encenados são reais e permeiam a atual realidade política e social brasileira: de um lado o discurso ruralista, de outro o indígena e ainda o da atriz que viveu em ambos os contextos, o urbano e o indígena.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt

Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: De 7 de maio a 5 de junho. Sab., às 21h; dom. e seg., às 20h.
Quanto: R$ 30
Duração: 50 minutos
Classificação: 14 anos

Zibaldoni

 

Os versos melancólicos e românticos do poeta italiano Giacomo Leopardi (1798–1837) são bases para o espetáculo “Zibaldoni”. A montagem é dirigida por Aimar Labaki e tem no elenco os atores Adriana Londoño e Clovys Torres.

Centrado na palavra e no gesto, o espetáculo abdica de recursos de luz ou trilha sonora, como proposta de aproximar cada vez mais o público do espaço cênico. “É poesia dita ao pé do ouvido”, ressalta o diretor, que também assina a adaptação dramatúrgica. Amor, morte e poder são os eixos do olhar romântico de Leopardi que norteiam a peça.

Segundo Aimar Labaki, “Zibaldoni” não se trata de uma biografia nem um apanhado literário da produção do poeta italiano; a proposta é buscar a atualidade da poética do autor por meio do diálogo com a cena contemporânea.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia dia 8 de abril. Sáb., às 21h, Dom. e Seg, às 20h. Até 1º/5.
Quanto: R$ 20
Duração: 80 minutos
Classificação: 16 anos

Laura

 

O ator e diretor Fabricio Moser investiga a influência de sua avó – que morreu quando ele tinha apenas nove meses – em sua vida no solo autobiográfico "Laura”.

Laura, que trabalhava como cartomante e benzedeira, foi assassinada em 1982, em uma rua do município de Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul, por um antigo desafeto amoroso, apelidado de “Candoca”. Ele cometeu o suicídio logo em seguida. Uma vizinha presenciou o crime da janela de sua casa.

O artista, que nasceu em 1981, em Dourados, no Mato Grosso do Sul, não pôde conhecê-la por meio dos relatos de sua família, pois a forma trágica como ela morreu criou uma lacuna sobre a trajetória dela.

Com uma mistura de teatro, dança, narração e performance, a peça é uma experiência de reelaboração das vivências pessoais a partir de um inventário de objetos, lembranças, fotografias familiares, registros em vídeo e entrevistas.

A ideia é transformar esse processo íntimo em uma experiência coletiva ao criar uma discussão sobre o que de nossos antepassados ainda permanece em nossa identidade. A encenação evoca a presença e a fala da personagem, que teve sua trajetória silenciosa.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 1º de abril a 1º de maio. Sáb., às 21h30, Dom., às 19h e Seg, às 20h.
Quanto: R$ 20 e R$10 (meia-entrada)
Classificação: 10 anos

Iracema Via Iracema

 

A Trupe Sinhá Zózima e o Agrupamento Andar 7 estacionam um ônibus em frente à sede Roosevelt da SP Escola de Teatro para encenar seu novo espetáculo: Iracema Via Iracema, da dramaturga cearense Suzy Lins de Almeida.

 

Com direção de Anderson Maurício, a tragicomédia narra a história de uma mulher semianalfabeta de origem rural que decide viver pelo resto de sua vida dentro de um ônibus, deslocando-se pelas ruas da cidade.

 

Essa mulher, encarnada pela intérprete-criadora Luciana Ramin, compartilha com o público a sua trajetória de vida, seus sentimentos e suas sensações.

 

A encenação explora recursos de vídeo mapping e pintura digital sobre o corpo para criar uma espécie de instalação cênica, rica em elementos e signos visuais, sonoros, gestuais e sensoriais.

 

O espetáculo multimídia transita entre diferentes linguagens artísticas, entre o real e o ficcional, entre o teatro e a performance, entre a palavra e a imagem digital.

 

Criado por Ramin e Gabriel Diaz Regañon, o Agrupamento Andar 7 conduz, desde 2008, uma investigação sobre o hibridismo de linguagens (teatro, fotografia, dança, artes plásticas e cinema).

 

Já a Trupe Sinhá Sózima pesquisa o ônibus como espaço cênico desde 2007. Os dois núcleos desenvolvem um trabalho conjunto desde 2013.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt | Como chegar?
Quando: De 4 de março a 29 de abril. Qui., Sex., Sáb., 21h
Quanto: Grátis
Duração: 90 minutos
Classificação: 16 anos.

Fados e Outros Afins

 

A bailarina-atriz Mariana Muniz estreia seu novo trabalho, “Fados e Outros Afins”, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, no dia 11 de março. Com direção de Maria Thaís, o espetáculo explora uma linguagem híbrida de teatro e dança, com uma dramaturgia criada a partir do corpo da própria intérprete-criadora.
A montagem é como viagem poética a Recife e Lisboa, uma imersão de Muniz em suas origens. A encenação é composta por ações físicas (a relação entre texto e corpo) e vocais (musicalidade no texto e o uso da palavra como música e concretização da voz no espaço) da bailarina.
O espetáculo dá continuidade à pesquisa de Muniz sobre as relações entre o pensamento e corpo/gesto em dança e teatro. Além disso, ela investiga os limites das conexões entre questões cênicas coreográficas, dramatúrgicas, visuais e performáticas.


Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia dia 11 de março. Sáb. e Seg, 21h, e Dom., 19h. Até 26/3.
Quanto: R$ 15
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre

Subterrâneo

 

Depois de uma bem-sucedida estreia, a peça "Subterrâneo", da Abominável Companhia, ganha uma nova temporada na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, entre 4 de março e 2 de abril. O primeiro trabalho do grupo é livremente inspirado no romance “Memórias do Subsolo”, do escritor russo Fiódor Dostoiévski (1821-1881).

Com direção de Vanessa Guillen, a montagem cria uma reflexão sobre as seguintes questões: Por onde ressoa a voz de quem vive no subsolo? Como trabalha a mente do homem contemporâneo que carrega em si o peso da “consciência exagerada” em uma cidade cinza, repleta de conflitos morais e sociais?

A obra original revela as lembranças de um homem aposentado amargurado, que discute temas como a ciência, a superstição, o progresso, a razão e o atraso.

O elenco conta com a participação de Tadeu Ibarra e Kátia Calsavara. Eles se debruçam sobre a essência da palavra em uma encenação intimista. A ideia é explorar uma intimidade que reflete nos cantos mais obscuros das pessoas.

A montagem, com dramaturgia de Heloísa Cardoso, teve provocações do poeta maranhense Dyl Pires. Ibarra e Cardoso são aprendizes egressos da SP Escola de Teatro.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Reestreia dia 4 de março. Sáb., 21h, e Dom., 19h. Até 2/4.
Quanto: Pague Quanto Puder.
Duração: 45 minutos
Classificação: 12 anos.

Los Traidores

 

A Cia. Opsis questiona o modelo sócio-político-econômico vigente na América do Sul no musical “Los Traidores”, que estreia na SP Escola de Teatro dia 11 de fevereiro. Com direção e concepção de Cadu Witter, a peça se passa em um povoado perdido nesse continente, onde a população é oprimida por um líder político ditatorial.

À espera de um milagre que resolva todos os seus problemas, o povo deposita todas as suas esperanças nas mãos de um Justiceiro, que nunca pensou em liderar ninguém.

O elenco é formado por Bruno Gasparotto, Dom Hilarós, Lilian Prado, Luciana Pandolfo, Luiz Altiéri, Manu Pestana, Murilo Rocha, Patrícia Barbosa, Selma Paiva, Thais Cabral e Thais Galter. Já Gustavo Macedo assina a trilha sonora original e Daniel Roda a dramaturgia do musical.

A trupe foi criada a partir de uma reunião de atores já profissionais, aprendizes da SP Escola de Teatro e alunos do CAC/USP (Departamento de Artes Cênicas da USP). Sua missão é criar um teatro musical original brasileiro – e não uma cópia de fórmulas prontas norte-americanas.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 11 de fevereiro a 6 de março. Sáb. e Seg, 21h, e Dom., 19h
Quanto: R$ 30,00 (inteira)
Classificação: 12 anos

Frida Kahlo - Calor e Frio

 

O grupo Estelar de Teatro encena a peça "Frida Kahlo – Calor e Frio", de Viviane Dias, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, nos dias 22 e 23 de fevereiro. 

Com direção de Ismar Rach, o espetáculo recupera a história da pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1954) – e seu relacionamento com Diego Rivera (1886-1957) – a partir das obras dela.

O casal sonha com uma América mais poderosa, inspirada pela arte pré-colombiana. A encenação também cria uma reflexão sobre as questões da identidade latina, da valorização de um imaginário feminino e mestiço e da relação dos artistas com grandes mitos da cultura ameríndia.

A montagem, que mistura linguagens do teatro, performance, dança, música, poesia e artes visuais, evoca figuras fundamentais para a construção do pensamento artístico do século 20, como os russos Serguei Eisenstein e Vladimir Maiakovski, o francês Antonin Artaud, e a italiana Tina Modotti, que se encontraram no México nessa época.

  O elenco conta com a participação dos atores Anderson Negreiro, Lucia Soledad Spívak, Ismar Rachmann e Viviane Dias, além dos músicos Alan Gonçalves, Gabriel Moreira e Rodrigo Kohle.

O trabalho já circulou por várias capitais brasileiras e estrangeiras. Foi, inclusive, encenado na antiga residência de Kahlo e Riviera, que, hoje, funciona como Museu Casa Frida Kahlo, na Cidade do México.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 22 e 23 de fevereiro, às 20h30
Quanto: Grátis. 
Classificação: 16 anos

Mairto

 

Os crimes homofóbicos são o tema de "Mairto", da Caleidos Cia. de Dança, que tem uma curta temporada na SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco, entre 11 e 20 de fevereiro. Com direção de Isabel Marques e dramaturgia de Fábio Brazil, a dança foi criada em 2015, a partir da leitura de uma notícia de jornal sobre o assassinato de um homossexual.

A coreografia reúne várias interpretações desse crime a partir dos jogos de dança inspirados em movimentos do Boxe e do MMA. As cenas são divididas como se fossem rounds de uma luta. Além disso, a encenação tem música ao vivo e poesias recitadas.

A ideia é criar uma reflexão sobre a homoafetividade e da violência na sociedade machista. As relações entre os algozes e as vítimas e os jogos de poder envolvidos na agressão são transformados em dança.

O elenco conta com a participação de Nigel Anderson, Felipe Lwe, Jaílson Rodrigues, Renata Balma e Kátia Oyama.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 11 a 20 de fevereiro. Sáb., 21h; Dom., 19h; Seg., 20h
Quanto: R$ 20,00 (inteira)
Duração: 50 min.
Classificação: 14 anos

Fim de Partida

 

Depois de estrear no Sesc Pinheiros, "Fim de Partida - Pequena Sonata Dramática para Piano e Vozes", livremente inspirado na obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989), ganha nova temporada na SP Escola de Teatro.

Com direção de Eric Lenate, a peça narra o drama de quatro sobreviventes de algum desastre não especificado, que estão abrigados em um lugar devastado. Como Beckett escreveu a peça em 1957, especula-se que a história se passe depois de uma grande guerra.

 

O protagonista é Hamm, um artista fracassado que ficou cego e paralítico. Clov é o serviçal que não consegue se sentar por causa de uma doença. Já os velhos e mutilados Nagg e Nell são os pais do primeiro.

 

Encarcerados, eles conversam sobre a existência, a condição humana e a solidão, enquanto observam o que restou do mundo pela luneta de Clov. Outra possibilidade de interpretação é pensar que tudo foi projetado pela mente de Hamm, que luta contra o gradativo desligamento de seu organismo.

 

O cenário é composto apenas por latões pretos de vários tamanhos, que representam esse ambiente abandonado. A única coisa iluminada e colorida em cena é a pele dos atores.

 

O elenco conta com a participação de Lenate, Rubens Caribé, Ricardo Grasson e Mirian Rinaldi, além do pianista L.P. Daniel, que executa a trilha sonora ao vivo.

Onde: SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia dia 19/11, sábados e segundas, 21h30; domingos, 19h. Até 19/12.
Quanto: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)
Duração: 60 min
Classificação: 14 anos

Psicotrópico

 

O ator e diretor italiano Alvise Camozzi, do Núcleo Artístico Società Anonima, apresenta uma história que se desenvolve em vários planos, tempos e espaços no monólogo Psicotrópico, que tem nova temporada na SP Escola de Teatro, entre os dias 19 de novembro e 11 de dezembro. As sessões ocorrem aos sábados e segundas-feiras, às 21h, e aos domingos, às 19h.

 

A ideia é criar um novo sentido para o termo “psicotrópico”, que, na medicina, refere-se às substâncias que agem no sistema nervoso e causam efeitos alucinógenos ou estimulantes, modificando a percepção do mundo de quem as consome.

 

Separada etimologicamente, essa palavra pode assumir novos significados. “Psyché”, do grego, significa alma e respiro; e “trópico” refere-se à noção de retorno, que pode ser a uma área geográfica/climática ou a um lugar político, social e cultural.

 

A trama é contata a partir de várias narrativas ficcionais: um imigrante tenta voltar para casa; um artista está perdido na floresta da criação; um personagem deve morrer até o final da peça; um casal se relaciona como se interpretasse uma ópera; e uma criança faz perguntas difíceis.

 

Essas histórias são misturadas com relatos sobre a experiência do próprio autor de transitar entre sua terra natal (Europa) e seu lar atual (os Trópicos). A proposta da peça é criar uma série de reflexões sobre a mobilidade contemporânea, o tempo, a espera, as migrações e a memória.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia dia 19/11, segundas e sábados às 21h; domingos às 19h. Até 11/12
Quanto: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos

Colônia

 

A Cia. Sapataria discute a relação entre loucura e sanidade mental em “Colônia”, de Bruno Felix, Thaísa Gazelli e Thiago Leão, que restreia na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Com direção de Daniel Falcão e Higor Lemo, a montagem parte do caso que ficou conhecido como “Holocausto Brasileiro”, o genocídio de mais de 60 mil pacientes psiquiátricos internados no extinto Hospício de Barbacena, em Minas Gerais, apelidado de Colônia.

Os internos do manicômio, que, na maioria das vezes, não tinham diagnóstico de doenças mentais, viviam em condições semelhantes aos campos de concentração nazistas. Mulheres grávidas, órfãos, negros, homossexuais e outras minorias chegavam ao falso hospital em “trens de doido”, como eram chamados. Os personagens, inspirados em relatos sobre o hospício, revelam como foram parar nesse lugar, explicam como eram suas vidas antes e depois de sua internação e descrevem o massacre.

O caso foi denunciado em uma reportagem de José Franco e Luiz Alfredo para revista O Cruzeiro, publicada em 1961, e, mais tarde, no livro-reportagem “O Holocausto Brasileiro” (2013), da jornalista Daniela Arbex. A ideia da encenação é lançar ao público a seguinte questão: vivemos em uma realidade distante daquela retratada pela peça – de exclusão e extermínio das minorias –, ou ainda temos resquícios do Colônia na sociedade? O grupo apoia os movimentos da Luta Antimanicomial e contra qualquer forma de opressão.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia 28/9. 4ª e 5ª, 21h. Até 9/11.
Quanto: R$ 10/R$ 20
Duração: 70 min.
Classificação: 14 anos

Mente Mentira

 

A montagem de Mateus Monteiro – aprendiz egresso do Curso Regular de Dramaturgia da SP Escola de Teatro – para “Mente Mentira”, do ator e dramaturgo norte-americano Sam Shepard, ganha temporada na Escola de Teatro.

Depois de levar uma surra de Jake, Beth decide se separar dele e voltar à casa de seus pais, Baylor e Meg, onde também mora o caçula Mike. Carregada de traumas do relacionamento, ela encontra um clima totalmente desconhecido, um pai egocêntrico, uma mãe submissa e um irmão revoltado.

O ex-marido precisa encarar os fantasmas do passado ao tentar viver com Lorraine, a mãe controladora; Sally, a irmã preterida; e o irmão Frankie, que procura Beth para esclarecer a história da separação.

A montagem cria reflexões sobre a hipocrisia familiar, a solidão, a violência, as relações de poder, o machismo, a vingança, a honra e a natureza do amor.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia 3/10. Sáb. e 2ª, 21h; Dom., 19h. Até 7/11.
Quanto: R$ 40/R$ 20
Duração: 90 min.
Classificação: 14 anos

ENT[R]ES

 

Os artistas que participaram do NuTAAN 2016 – Núcleo Taanteatro de Formação Pesquisa e Criação, oferecido pela Taanteatro Companhia como curso de Extensão Cultural na SP Escola de Teatro, apresentam o resultado de seu trabalho no espetáculo “ENT[R]ES”. As sessões começam no meio da Praça Roosevelt e terminam na sala R6 da sede Roosevelt da Escola.

A encenação é composta por 15 solos de dança, criados a partir de processos de “[des]contrução da mitologia [trans]pessoal de cada performer”, como o próprio grupo define. Cada artista expressa a tensão existencial entre a multiplicidade e a individuação.

Orientada pelo diretor e performer alemão Wolfgang Pannek, com supervisão da coreógrafa Maura Baiocchi, a residência artística explorou as técnicas e práticas corporais usadas pela trupe, como as caminhadas, o trajeto, o esforço, o auto-esqueleto-massagem e a MAE – mandala de energia corporal. A ideia era aprimorar as capacidades comunicativas dos participantes.

O elenco conta com a participação de Andrés Pérez Barreira, Clara Laurentiis, Felipe Longo, Fernanda Preta, Gustavo Braunstein, Hozana Ferreira, Janina Arnaud, Jonathan Mendes, Luciana Hoppe, Priscila Carbone, Priscila Florido, Raffab Ajá, Simonne Xavier, Thiago Abel e Yasmin Ribeiro.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R6
Como chegar?
Quando: Sáb., 21h; Dom. e 2ª, 20h30. Até 31/10.
Quanto: Grátis

Hybris

 

A Enfim (+1) Cia. de Teatro convida o público para construir a própria narrativa no espetáculo "Hybris", de Eduardo Brito, que cumpre temporada na SP Escola de Teatro, até 7 de novembro.

Sem uma história pré-estabelecida, a montagem incentiva o espectador a entrar no espaço cênico, onde se encontram seis personagens condenados a um instante de vida. Eles se comportam de diferentes maneiras em suas instalações. Tudo pode alterar a narrativa: a presença do público, as escolhas, os sons do ambiente e até a repetição de um acontecimento.

O grupo investiga procedimentos de improvisação, maneiras diferentes de construir personagens e a mistura de linguagens do teatro, música e dança.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sáb., 21h30; Dom., 20h e 2ª, 21h. Até 7/11.
Quanto: R$ 30
Duração: 60 min.
Classificação: 16 anos

Pop Up

 

A SP Escola de Teatro recebe o espetáculo “Pop Up”, da Cia. LaClass Excêntricos. Mescla de circo e teatro, a peça foi o último trabalho circense dirigido por Domingos Montagner (em parceria com Marcelo Lujan), ator e encenador que morreu em setembro, nas águas do rio São Francisco.

A montagem foi criada por Daniela Rocha-Rosa e Luciana Menin, colegas há cerca de quatro anos no Circo Zanni, que teve Montagner como um de seus fundadores. Enquanto Daniela tem formação de teatro, Luciana vem originalmente do circo. Ambas resolveram unir as técnicas de cada uma das artes no espetáculo.

“Falamos sobre o circo contemporâneo e sobre nós: a atriz que virou circense, e a circense que virou atriz”, conta Daniela. “Eu e Luciana somos bastante diferentes. No texto, investigamos nossas diferenças e semelhanças.”

Após uma intensa pesquisa para buscar um texto, elas descobriram que suas próprias histórias reais poderiam ser a base das cenas, com uma dose de ficção. O circo aparece nas esquetes por meio de diversas técnicas, como acrobacia de dupla, equilíbrio em barra, trapézio, malabarismo e teatro físico.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R4
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Domingo, 9 de outubro, 18h
Quanto: Grátis
Duração: 60 min.
Classificação: Livre

Giz

 

Por algumas semanas, a SP Escola de Teatro vai ganhar cara de escola convencional. Com direção do Grupo de Arte Livre, a peça “Giz” estreia na Instituição, colocando o público em carteiras e fazendo do palco uma sala de aula.

O cenário, é claro, não está ali à toa. O nome “Giz” também faz referência à protagonista Gislaine, professora de um curso supletivo ministrado em escola pública. Gis costuma dizer que sua mãe desenhou seu magistério de branco, mas, fora do papel, a vida acabou se mostrando cinza.

Cinza é — em todos os sentidos — a cor predominante na vida do jovem pedreiro Adão, um dos alunos mais aplicados de Gislaine no curso.

Na performance da dramaturga Maria Shu, o público testemunha o conflito de um desejo proibido, entre a professora e o aluno. Um embate de lados opostos, aparentemente sem nenhuma saída.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia 31/8. 4ª e 5ª, 21h. Até 6/10.
Quanto: R$ 10,00 / R$ 20
Duração: 60 min.
Classificação: 14 anos

Cachorro Enterrado Vivo

 

Depois de uma temporada de sucesso em Belo Horizonte, em Minas Gerais, o solo “Cachorro Enterrado Vivo”, de Daniela Pereira de Carvalho, desembarca no palco da SP Escola de Teatro, no dia 6 de agosto. Com direção de Marcelo do Vale, a montagem apresenta três solilóquios de diferentes personagens que vivem a mesma situação.

Em uma quinta-feira como qualquer outra, o vigia de um terreno baldio recebe a proposta de cavar uma cova e enterrar o cachorro de um homem. Depois que eles negociam o valor do serviço, o sujeito retorna ao terreno com um animal vivo. O cão e o homem dividem dores semelhantes.

Essas três figuras são interpretadas por Leonardo Fernandes, que atua em um monólogo pela primeira vez em sua carreira. A ideia da peça é partir desse conflito ético para investigar uma série de questões: Qual a diferença entre instinto e razão? O que é humano? O que é animalesco? A subjetividade é uma exclusividade do homem?


Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estréia 6/8 . Sáb. Dom. e Seg., 21h. Até 26/9.
Quanto: R$30,00
Duração: 50 min.
Classificação: 12 anos

Meu Quintal

 

“Meu Quintal” conta a história de um grupo de crianças que se reúne para fazer brincadeiras diversas — sempre usando a imaginação, brinquedos e canções populares. A interação das personagens mostra a importância do brincar nos tempos de hoje, quando as crianças estão tão voltadas para o mundo digital.

 

Criada em 2000 pelo grupo soteropolitano Viapalco, a peça foi apresentada em diversas cidades da Bahia, fazendo, agora, temporada em São Paulo. O Virapalco Grupo de Teatro surgiu em 1998 a partir de uma oficina de interpretação teatral na Universidade Estadual da Bahia. Seu repertório conta com mais de 10 espetáculos, tendo recebido diversos prêmios.

 

São integrantes do Viapalco João Lima, Maria Teixeira, Chico Vinicius, Guilherme Conceição, Lorena Mitre, Guto Vieira e Daniane Rodrigues.

 

O grupo recebe agendamentos de Escolas para apresentações fechadas às segundas-feiras. Basta enviar um e-mail para meuquintalsp@hotmail.com ou pelo telefone (11) 98059-6285, falar com Maria Teixeira.

Onde: SP Escola de Teatro - sede Roosevelt - sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 11, 18 e 25 de setembro. Domingos, às 16h
Quanto: R$ 30 / R$ 15 (somente dinheiro)
Duração: 60 min
Classificação: Livre

Gólgota Foi Apenas um Princípio

 

Com foco nos discursos de ódio no Brasil atual, o Coletivo Dramaturgia em Movimento apresenta, na SP Escola de Teatro, a segunda temporada de “Gólgota Foi Apenas um Princípio”, de Luiz Antonio Farina.

Inspirado em casos de linchamento coletivo e em relações nas redes sociais, o espetáculo destaca o caráter artificial das mensagens e ações que propagam as sentenças de ódio. No enredo, uma mulher procura seu filho e, na busca, depara-se com um Sacerdote, um Político e dois Vizinhos. Estes personagens a envolvem em uma rede de discursos que altera a jornada da mãe.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Estreia 17/8. 4ª e 5ª, 21h. Até 22/9.
Quanto: R$ 20,00
Duração: 80 min.
Classificação: 12 anos

Motel Rashômon

 

Um político é assassinado. A partir disso, uma investigação é iniciada e várias suspeitas vêm à tona. Mal contada, a história ganha quatro versões diferentes. É este o cenário da peça “Motel Rashômon”, que a Cia. Santa Cacilda estreia na SP Escola de Teatro no dia 10 de julho. O texto é inspirado no conto "Dentro do Bosque", do escritor japonês Ryûnosuke Akutagawa, no qual um crime ganha sete versões durante sua investigação. O foco está na busca pela verdade.

Na montagem dirigida por Roberto Audio, a história é modificada para ficar mais próxima dos dias atuais e da realidade brasileira. Assim, o assassinado é um político e o crime ganha versões distintas das sete originalmente escritas por Akutagawa. A adaptação foi feita pelo dramaturgo Marcos Gomes, que pesquisou, junto às atrizes Raquel Anastásia — idealizadora do projeto — e Tertulina Lima, uma série de crimes passionais e de cunho político.

 

No enredo, após o assassinato do polítco e o surgimento de diversas suspeitas, o que interessa não é desvendar o mistério, mas abordar as diferentes perspectivas. Os personagens da trama vasculham os caminhos que levaram ao crime, observando afirmações e contradições e questionando o que é posto como verdade.

 

Formadora do Curso Regular de Cenografia e Figurino da SP Escola de Teatro, Telumi Hellen assina o cenário, colocando os personagens em quatro nicho diferentes. O público fica entre estes nichos, fazendo as vezes de júri da situação. O teatro acaba se confundindo com um tribunal.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 10 de julho a 29 de agosto. Sáb., 21h; dom. e 2ª, 20h
Quanto: R$ 20 (ingressos uma hora antes de cada sessão)
Duração: 60 min.
Classificação: 16 anos

Lolita

 

Em “Lolita”, romance do russo Vladimir Nabokov, o personagem Humbert Humbert fala sobre sua obsessão por Dolores Haze, enteada de 12 anos à qual estupra, desenvolvendo uma relação abusiva de dois anos. A história é conhecida — já teve versões para o cinema —, mas é sempre vista com um viés romantizado, com destaque para o fetiche.

A obra ganha, agora, adaptação para teatro, com direção de Heloísa Cardoso. A diferença é o caráter da montagem, que passa a ser feminista: o foco é o abuso e a violência em “Lolita”, sem a nebulosidade causada pelo desejo de Humbert.

Heloísa começou a pesquisar a adaptação durante seu mestrado em Direção Teatral, cumprido na East 15 Acting School, da Universidade de Essex, no Reino Unido. No projeto, os aspectos visuais da peça entram em contradição constante com a narrativa, mostrando um choque entre a realidade e a história contada pelo homem, que tenta manter o poder de fala.

A diretora também assina a dramaturgia. O elenco é formado por Criz Lozano, Gabriela Barretto e Laerte Mello.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: De 23 a 25/8. 3ª a 5ª, 20h30
Quanto: R$ 20/R$ 10
Duração: 60 min.
Classificação: 18 anos

Entra no meu Sonho

 

O velho Agapito está em sua sala, quando algumas coisas estranhas começam a acontecer. Na tentativa de organizar o espaço — e, de certa forma, a própria vida —, ele desenrola memórias de seus tempos de circo e entra em um mundo de sonho, guiado pela curiosa Amora.

Este é o enredo de “Entra no meu Sonho”, espetáculo do Coletivo Nós, Palhaços que estreia na terça-feira, 5 de julho, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Leve, a montagem causa uma reflexão sobre a possibilidade de mudar os rumos de nossas vidas.

A peça tem encenação e texto de Marcus Mazieri, que é aprendiz egresso do Curso Regular de Humor e, atualmente, cursa Dramaturgia. Marcus dirige os colegas Delcianny Garcês e Gabriel Augusto (egressos de Humor), que também assinam a cenografia do espetáculo. A iluminação fica por conta do aprendiz Ricardo Barbosa, enquanto Viviane Barbosa, que frequentou o curso de Sonoplastia, assina a composição musical.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 5 de julho a 10 de agosto. 3ª e 4ª, 20h
Quanto: R$ 10/R$ 20 (ingressos uma hora antes de cada sessão)
Duração: 55 min.
Classificação: Livre

Gardênia e Outras Mães

 

O recém-criado Núcleo Os Colecionadores estreia seu primeiro trabalho, a peça “Gardênia e Outras Mães”, na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, no dia 23 de julho. Com direção de Paulo Salvetti, a montagem explora o conceito de mãe na atualidade em 14 cenas curtas e independentes.

A dramaturgia surgiu em um processo criativo coletivo a partir das experiências dos atores, de entrevistas e de relatos sobre diversas situações que envolvem a maternidade. Em seguida, a trupe criou uma espécie de “documentário ficcionalizado” para agrupar todas essas histórias.

Uma das referências são os estudos do filósofo polonês Zygmunt Bauman sobre a modernidade líquida. A ideia é partir dessa teoria para pensar o que seriam as mães em um tempo de liquefação dos valores sociais.

A peça convida o espectador para refletir sobre a própria experiência de vida e, ao mesmo tempo, para exercitar o olhar empático para a situação do outro. O elenco conta com a participação de Eduardo Leite, Léo Oliveira, Luana Crempe e Paulo Salvetti.


Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R4
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 23 de julho a 1 de agosto. Sáb. Dom. e Seg., às 21h.
Quanto: Grátis
Duração: 90 min.
Classificação: 14 anos

El Justiciero

 

Em algum lugar não especificado da América do Sul, um líder político de mãos pesadas oprime um povo, que, por sua vez, quer mudanças. A história, que não é nova — lembra tempos passados e, quiçá, presentes —, ganha vida no musical “El Justiciero”, com direção de Cadu Witter, que estreia na próxima quinta-feira, 7 de julho, na SP Escola de Teatro.

Witter é parceiro de longa data da Instituição, tendo ministrado cursos e orientado experimentos cênicos de aprendizes. Atualmente, seleciona os próximos alunos do Curso de Extensão “Atuação em Teatro Musical”, que teve quase 700 inscritos.

No texto de Daniel Roda, o povo oprimido deposita todas as suas esperanças em um possível justiceiro, que, apesar de nunca ter imaginado assumir uma liderança, se sente compelido a atender aos pedidos. Ao livrar o povo do ditador, os rumos da história mudam e ele passa a ter de lidar com os novos anseios da comunidade.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 7 a 28 de julho. Quartas e quintas, 21h
Quanto: R$ 10/R$ 20 (ingressos uma hora antes de cada sessão)
Duração: 90 min.
Classificação: 12 anos

Hysterica Passio

 

Após realizar uma ocupação com cinco dias de debates na SP Escola de Teatro, a Teatro Kaus Companhia Experimental faz temporada do espetáculo “Hysterica Passio”, também na Instituição. A montagem tem direção de Reginaldo Nascimento.

Em “Hysterica Passio”, Hipólito é o filho da enfermeira Thora e do dentista Senderovich. Após passar por diversos abusos durante a infância, ele chega aos 12 anos com o propósito de se vingar dos pais. Durante o espetáculo, ele assume algumas figuras: às vezes é um mestre de cerimônias, pode representar seu pai morto ou reviver seus próprios tempos de criança.

A montagem mescla características do teatro contemporâneo e do pós-dramático. Desta forma, além do jogo dos atores em cena, vê-se alegoria, artes plásticas, sombras e sons. O espetáculo é um mergulho nas sensações do ser humano.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 28 de maio a 4 de julho. Sábados, 21h30; domingos e segundas, 20h.
Quanto: Grátis (retirar ingressos uma hora antes de cada sessão)
Duração: 80 min.
Classificação: 14 anos

Ninguém Encontra Alguém

 

Depois de ser montada na França, na Polônia e na Dinamarca, a peça “Ninguém Encontra Alguém”, do dinamarquês Peter Asmussen, ganha versão brasileira. O texto estreia na SP Escola de Teatro, sob direção da peruana Gisela Cárdenas.

No palco, os atores José Manuel Lázaro e Léia Rapozo dão vida a um casal que tenta diferentes possibilidades de relacionamentos. Em todos elas, há amor, carinho e desejo. Mas em nenhuma delas eles são capazes de se comunicar. A peça toca em pontos que, em geral, preferimos esconder, com personagens capazes de delicadezas e brutalidades.

O texto de Asmussen abre espaço para uma observação detalhada das relações de poder, eróticas e emocionais de um homem e uma mulher. A direção de Gisela traz à cena uma linguagem contemporânea, baseada no ritmo dos personagens e das situações criadas pelo dramaturgo.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 28 de maio a 26 de junho. Sábados, 21h30; domingos, 20h.
Quanto: R$ 10 (alunos da SP Escola de Teatro), R$ 15 (meia-entrada), R$ 30 (ingresso inteiro). Bilheteria abre uma hora antes de cada sessão.
Duração: 60 min.
Classificação: 14 anos

O Encontro das Águas

 

Primeira direção de Leonardo Miggiorin no teatro, “O Encontro das Águas” tem texto de Sérgio Roveri e parte de um poema de William Blake para abordar temas como o prazer, a solidão e o suicídio.

 

No enredo, Marcelo é um personagem que vive em estado de desespero após fazer parte de uma tragédia pela qual se sente culpado. Sem saber o que fazer, ele vai até uma ponte, tendo em mente a ideia fixa de se suicidar. É nesta ponte que ele encontra Apolônio, um homem irônico, belo e sábio. O jogo perigoso que se dá entre os dois é o mote do espetáculo.

 

Enquanto os personagens interpretados por João Fenerich e Patrícia Vilela observam as águas do rio correrem sob a ponte, eles travam um diálogo ríspido e lírico ao mesmo tempo.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 9 de abril a 23 de maio. Sábados e segundas, 21h; domingos, 20h.
Quanto: R$ 40 | Não há venda de ingressos online. A bilheteria abre uma hora antes de cada sessão. Pagamento apenas com dinheiro em espécie.
Duração: 90 min.

Classificação: 14 anos

Anatomia do Fauno

 

Inspirada pela obra de Arthur Rimbaud, precursor da poesia queer, a peça-performance “Anatomia do Fauno” faz um retrato da vida homoerótica masculina de hoje. No enredo, um fauno (criatura da mitologia grega) é afastado da floresta, seu habitat, por um incêndio e acaba caindo no centro de São Paulo. Começa, então, a ter contato com o mundo gay paulistano.

 

Sem falas, a performance mostra uma série de ações de um grupo de mais de 20 atores. Após a chegada do fauno, o grupo vai se desnudando e abordando práticas comuns do universo gay, como a busca por parceiros em aplicativos e o sexo em grupo. Outras questões aparecem na montagem, como o medo da solidão e as dúvidas geradas pela monogamia.

 

O trabalho foi criado no Laboratório de Práticas Performativas do curso de Artes Cênicas da ECA/USP, comandado por Marcelo Denny, Antonio Araujo (diretor do Teatro da Vertigem) e Marcos Bulhões. Denny divide a direção do espetáculo com Marcelo D’Avilla. Para conceber a peça, foram chamados atores sem restrições (homens e mulheres de sexualidades variadas), mas, com o decorrer do processo de criação, restaram apenas jovens homens homossexuais e uma única mulher.

 

A performance foi totalmente criada pelo grupo, a partir da obra de Rimbaud. Os próprios atores trabalharam suas inquietações pessoais e experiências que acabaram por costurar o enredo. Com isso, a ideia dos diretores é fazer uma abordagem contemporânea ao universo gay, fugindo da estética “Brokeback Mountain” de não aceitação e sofrimento que se vê com frequência nas obras homoeróticas.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 9 de abril a 15 de maio. Sábados, 23h; domingos, 19h.
Quanto: R$ 40 | Não há venda de ingressos online. A bilheteria abre uma hora antes de cada sessão. Pagamento apenas com dinheiro em espécie.
Duração: 100 min.
Classificação: 18 anos

Cabaret Literótico Musicado

 

Dirigido por Lígia Pereira, em uma ambientação que remete aos antigos cabarés, quatro experientes atrizes (Cleide Queiroz, Maria do Carmo Soares, Salete Fracarolli e Jô Rodrigues) se juntam ao músico Sérvulo Augusto para declamar poesias eróticas e luxuriosas. Os textos são de diversos autores: Goethe, Guillaume Apollinaire, La Fontaine e Gregório de Matos, entre outros. A direção musical é de Tato Fischer.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 6 de abril a 12 de maio. Quartas e quintas, 21h
Quanto: R$ 30 | Não há venda de ingressos online. A bilheteria abre uma hora antes de cada sessão. Pagamento apenas com dinheiro em espécie.
Duração: 60 min.
Classificação: 16 anos

Maria que Virou Jonas

 

Com direção de Cibele Forjaz, o espetáculo da Companhia Livre que estreou em 2015 faz temporada na SP Escola de Teatro. A dramaturgia de Cássio Pires parte de “Da Força da Imaginação”, um excerto de “Os Ensaios” do filósofo francês Michel de Montaigne. O conto mostra a história de Marie, que nasce e é criada como menina. Certo dia, ela se depara com um buraco e, em vez de contorná-lo, opta por saltar sobre ele. O movimento brusco que Marie faz ao abrir as pernas causa uma ruptura em seu corpo, revelando um pênis que, até então, estava guardado em suas entranhas.

 

“Maria que Virou Jonas” aborda as questões de gênero, questionando o que é aceito como natural. Com Edgar Castro e Lúcia Romano.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: de 5 de abril a 4 de maio. Terças e quartas, 21h
*Não haverá apresentações nos dias 26 e 27 de abril.
Quanto: Grátis | Para a retirada de ingressos, a bilheteria abre uma hora antes de cada sessão
Duração: 105 min.

Classificação: 16 anos

Coisas Úteis e Agradáveis

O choque de culturas do Oriente com o Ocidente é o tema do espetáculo “Coisas Úteis e Agradáveis”, que faz duas apresentações na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Com texto e atuação de Germano Melo, a peça é dirigida por Leonardo Ventura.

No enredo, Ravi é um hindu que vive em Varanasi, cidade sagrada da Índia. Ele faz amizade com Gregório, que o convida a viajar para a também indiana localidade de Goa, em uma época de dominação europeia. Em uma experiência violenta pela cultura ocidental, Ravi conhece as difíceis contradições do outro lado do mundo.

Baseada no conto “As Cartas de Amabed”, de Voltaire, “Coisas Úteis…” é a primeira peça da Trilogia Filosófica, que ainda terá espetáculos baseados em obras de Friedrich Nietzsche e Michel Foucault. A ideia é unir pensamentos do sobre a dessacralização: enquanto Voltaire dessacraliza a Igreja, Nietzsche o faz com a cultura ocidental e, Foucault, com discursos e instituições.

Melo desenvolve pesquisa dramatúrgica há 15 anos, tendo atuado em diversos processos colaborativos e na montagem de textos inéditos contemporâneos. É autor de “Dos Venenos o Mais Santo”, “Os Belos Elementos”, “Tudo na Faixa” e “Céu da África”. Ao lado de Michelle Ferreira, escreveu “Como Ser uma Pessoa Pior”, monólogo de Lulu Pavarin com direção de Mário Bortolotto. Também adaptou a obra “A Obscena Senhora D”, de Hilda Hilst, em uma parceria com Suzan Damasceno.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R8
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: 21 e 22 de abril. Quinta e sexta, 21h
Quanto: Grátis | Para a retirada de ingressos, a bilheteria abre uma hora antes de cada sessão
Duração: 50 min.
Classificação: 14 anos

Encontro

3º Ciclo de Leituras para Acalmar o Mundo

 

É da Companhia Sapataria a programação do 3º Ciclo de Leituras para Acalmar o Mundo, evento da SP Escola de Teatro. Depois de abordar a Ditadura Militar e as políticas públicas de acessibilidade trans, a terceira edição do encontro tem como tema “Políticas Públicas para a Saúde Mental”.
O grupo ocupa a Escola neste sábado, 3, a partir das 14h, com uma mostra de cenas do espetáculo “Colônia” e esquetes do Grupo Cara e Coragem, da cidade de Caconde, no interior de São Paulo. Em seguida, ambos os coletivos falam ao público sobre seus processos de criação. A íntegra de “Colônia” poderá ser vista na Escola a partir de 28 de setembro, quando o espetáculo entra em temporada.
Às 15h15 tem início uma roda de conversa sobre a luta antimanicomial e Direitos Humanos com a participação de Pedro Carneiro, professor universitário, psiquiatra e militante da luta antimanicomial.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R4
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sábado, 3 de setembro, 14h (peças de teatro) e 15h15 (debate)
Quanto: Grátis

2º Ciclo de Leituras para Acalmar o Mundo

A SP Escola de Teatro recebe, no próximo sábado (16), o 2º Ciclo de Leituras para Acalmar o Mundo. Desta vez, o tema do evento é “Políticas Públicas de Acessibilidade Trans”.

O Teatro Popular Cara e Coragem, da cidade paulsita de Caconde, dá as boas-vindas ao público às 14 horas, quando encenam a peça “A Cidade Morena da Vaquinha Mococa”. Com direção de Marjorie Serrano, o espetáculo faz um retrato da cidade natal do grupo desde os anos da Ditadura Militar até o momento atual. Em cena, o perfil social e político de diversos personagens.

Às 14h30, o trabalho de Marjorie volta ao palco, desta vez como dramaturga, em “Transcárcere”. Dirigida por Nina Nóbile e Marcelo Thomaz, a peça conta a história da própria autora — antes Asdrúbal —, focando em sua vida de transgênero ex-interna da Febem (Fundação Casa). O elenco apresenta algumas cenas da montagem, que está em cartaz no teatro Estação Satyros, também na praça Roosevelt.

 

Um debate sobre políticas públicas de acessibilidade trans, com início às 15h, encerra a programação. A coordenadora de assuntos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, Soninha Francine, conversa com o recém-exonerado secretário municipal de Direitos Humanos, com a professora Luiza Coppetiers e com o diretor executivo da SP Escola de Teatro, Ivam Cabral. A atriz e cantora Fernanda D’Umbra faz a mediação. Figura importante da causa trans, a cartunista Laerte Coutinho confirmou presença na plateia.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: Sábado, 16 de abril, 14h (peças de teatro) e 15h (debate)
Quanto: Grátis

Lançamento

Mesa de discussão e lançamento do livro “Stanislávski: Vida, Obra e Sistema”, de Elena Vássina e Aimar Labaki

 

Amplamente difundido no Brasil, o sistema Stanislávski, que reúne procedimentos de orientações para atores, ganha uma revisão no livro “Stanislávski: Vida, Obra e Sistema”, de Elena Vássina e Aimar Labaki.

O volume atualiza atores e estudiosos brasileiros quanto aos estudos stanislavskianos na Rússia e no Ocidente, partindo da última edição da obras completas de Stanislávski, em russo. A ideia é explicar e exemplificar as diversas fases do sistema em suas facetas teóricas e práticas.

Os autores, Elena e Labaki, participam de uma mesa de discussão sobre a obra e sobre as contribuições de Stanislávski para o teatro. Depois do papo, o livro será lançado e autografado pela dupla. O volume estará disponível para venda.

Onde: SP Escola de Teatro - Sede Roosevelt - Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando: sábado, 14 de maio, das 11h30 às 13h30
Livro: R$ 50, pagamento em dinheiro ou cheque

Lançamento do livro “Alegorias em Jogo”, de Joaquim Gama

 

É possível transpor pinturas para uma peça de teatro, unindo duas linguagens artísticas diferentes? Este foi o desafio enfrentado por Joaquim Gama, coordenador pedagógico da SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco, em uma experiência fora da Escola.

 

A ideia — analisar o conjunto de gravuras “Os Sete Vícios Capitais”, do flamengo Peter Brueghel, e representá-la no palco — resultou no espetáculo “Chamas na Penugem”. Com riqueza de detalhes e depoimentos de participantes, Gama explica e registra o processo de criação da peça no livro “Alegoria em Jogo — A Encenação como Prática Pedagógica”.

 

O volume será lançado e autografado pelo autor na sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R1
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?

Quando: terça-feira, 12 de abril, das 19h às 21h.

Ocupações

Semana do Circo na SP Escola de Teatro

 

Entre 23 e 27 de agosto, a SP Escola de Teatro promove a Semana do Circo. São três eventos abertos ao público que envolvem reflexões sobre o riso e o palhaço, exibição de documentário e até ensaios de espetáculos.

Na terça-feira (23), o público confere, às 20h30 e às 21h30, os ensaios de duas peças circenses resultantes do projeto Payasas Sagradas Escenicas - Iberescena — uma parceria do Brasil com o Equador.

Sexta-feira (26) é dia de cinema. Ganha exibição o documentário “Hotxua: O Palhaço Sagrado, O Riso da Terra”, que tem direção de Leticia Sabatella e Gringo Cardia. E, no sábado (27), a mesa de discussão “O Riso Sagrado e a Ancestralidade do Palhaço” encerra o evento. O papo entre Ricardo Puccetti, Priscila Jácomo e Clara Lopéz abordam o surgimento do palhaço, que tinha uma função social em povos antigos.

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quando:
23 de agosto, terça-feira, 20h30 e 21h30 – Ensaio aberto dos espetáculos do projeto Payasas Sagradas Escenicas – Iberescena (Brasil/Equador) / GRÁTIS
26 de agosto, sexta-feira, 20h – Exibição do documentário “Hotxua: O Palhaço Sagrado, O Riso da Terra”, direção de Leticia Sabatella e Gringo Cardia / R$ 20
27 de agosto, sábado, 12h30 – Mesa de Discussão “O Riso Sagrado e a Ancestralidade do Palhaço”, com Ricardo Puccetti, Priscila Jácomo e Clara Lopéz / GRÁTIS

Ocupação Teatro Kaus

Importantes nomes do teatro brasileiro, Aimar Labaki, Beth Néspoli, Gabriela Mellão, Hugo Villavicenzio e Marici Salomão participam de um ciclo de debates na SP Escola de Teatro — Centro de Formação das Artes do Palco. O evento integra a ocupação que o Teatro Kaus fará na Instituição.

As conversas terão como tema o trabalho da dramaturga espanhola Angélica Liddell. O objetivo desses encontros é estabelecer diálogos entre dramaturgia e encenação, traçando relações com o teatro contemporâneo.

Confira a programação dos debates:


“O tradutor dramaturgo e o tradutor performer”, com Aimar Labaki
Quando: 16 de maio, quarta-feira, 19h30

 

“O universo pós-apocalíptico de Angélica Liddell”, com Gabriela Mellão
Quando: 17 de maio, terça-feira, 19h30

 

“Grotesca paixão”, com Hugo Villavicenzio
Quando: 18 de maio, segunda-feira, 19h30

“Da arte de dar a ver o sombrio”, com Beth Néspoli
Quando: 19 de maio, quinta-feira, 19h30

“O feminismo na obra de Angélica Liddell”, com Marici Salomão
Quando: 20 de maio, sexta-feira, 19h30

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – Sala R5
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?
Quanto: Grátis

Ocupação Casa da Esquina

O grupo português Casa da Esquina, da cidade de Coimbra, circula pelo Brasil com o espetáculo “O Meu País É o que o Mar Não Quer”, com direção do também português Ricardo Correia. A peça faz apresentações no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, além de São Paulo, onde será acolhida pela SP Escola de Teatro.

A peça une testemunhos de diversos imigrantes portugueses que se viram forçados a deixar seu país devido às medidas de austeridade na Europa ou que simplesmente optaram por tentar a vida em um lugar que oferecesse mais perspectivas de vida.

Estes relatos foram obtidos por meio de entrevistas, cartas, fotos, e-mails. Um dos depoimentos é do próprio diretor. A dramaturgia se tornou um retrato da atual situação da economia portuguesa, além de contar a história de uma geração dividida entre ficar e partir.

Na quinta-feira, 12 de maio, o Casa da Esquina faz um aquecimento para a peça, também na SP Escola de Teatro. A companhia promove o debate “Dramaturgia contemporânea: As semelhanças e diferenças no Brasil e em Portugal”, em parceria com o Centro de Dramaturgia Contemporânea.

“Dramaturgia contemporânea: As semelhanças e diferenças no Brasil e em Portugal”

Quando: 12 de maio. Quinta, 20h
Quanto: Grátis

“O Meu País É o que o Mar Não Quer”
Quando: 13 e 14 de maio. Sexta e sábado, 21h30
Quanto: R$ 40

Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt — Sala R4
Praça Roosevelt, 210, metrô República, 3775-8600 | Como chegar?

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Avenida Rangel Pestana, 2401, Brás
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