um visita na no museu das Artes Conteporâneo

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Aula com Kénia Dias

Aula com Kénia Dias

O meu primeiro experimento no Núcleo 2!!!

O meu primeiro experimento no Núcleo 2!!!

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De Moçambique até São Paulo

Ser recebida pela SP Escola de Teatro tem sido uma experiência única para mim, em muitos sentidos. Numa cidade tão grande e infinita como essa, onde facilmente nos podemos sentir sozinhos e perdidos, a SP me recebeu de braços abertos . E é assim que abraça cada um de nós, aprendizes: com muito afecto e muito calor. Esse jeito de trocar, de aprender e de fazer escola é muito singular. Quero transportar e levar comigo para Moçambique essa pedagogia horizontal pois ela abre caminhos para rolar experiencias humanas e artisticas muito ricas. É para estarmos lá de mente, corpo e coração. Estas foram as primeiras palavras que eu me lembro de escutar do Grande Chiquinho logo no primeiro dia de aulas.
É um privilégio bebendo como nunca bebi antes. de uma fonte de conhecimento tão política e artística como teatro…o teatro todo que tenho consumido na escola, em espaços culturais dessa cidade de São Paulo que é uma cidade que ferve de arte e de cultura. É um privilégio conhecer e aprender com formadores que são pessoas incrívels e fazemos de cada aula uma experiência diferente- entramos na sala, tiramos a roupa lá de fora do dia-a-dia e ficamos lá- Inteiros. Presentes. Abertos. Mente. Corpo. Coração.

Um abraço a todos com muito carinho:

Rita Couto

Exercício

 

Se uma Imagem vale mais que mil Palavras, quanto vale uma Acção?

O Ritual

O Ritual

Fomos convidados a participar numa práxis das turmas de atuação da SP – Escola de Teatro, Centro de Formação de Artes do Palco. Nesta Escola, os veteranos de ambas as turmas de Atuação têm por hábito receber os caloiros com uma pequena cerimónia. Essa “cerimónia” denomina-se Ritual e divide-se em duas partes distintas. A primeira consiste num encontro entre as duas turmas, no qual todos cantam, todos dançam e partilham algo uns com os outros. Neste primeiro encontro, que se realizou na sede do Brás, o ponto alto foi o momento em que os olhos dos caloiros são vendados e os respectivos padrinhos e madrinhas, ou seja, os veteranos, brindaram os seus afilhados e afilhadas, leiam-se, caloiros, com presentes. Desta forma os caloiros apenas ficaram com pistas de quem poderia ser o seu padrinho ou madrinha.

Algumas semanas mais tarde as turmas voltaram a encontrar-se, desta vez na sede da Roosevelt, para que os caloiros pudessem saber quem eram os Padrinhos e as Madrinhas. Mas desenganem-se todos aqueles que pensam que esse foi momento do segundo encontro, porque não foi. O grande momento do segundo encontro, quiçá de todo o Ritual, foi … (Este texto foi censurado por alegadas ofensas à Moral e os Bons Costumes. O processo corre em segredo de justiça, num Tribunal qualquer) … E nós tivemos a felicidade de poder vivenciar esta experiência inesquecível na primeira pessoa.

Coluna do Bernas, in Conexão SP Escola de Teatro

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A Turma

Malta, vou aproveitar este Post para recomendar um espectáculo que eu adorei e quero ver outra vez. Ora aqui está:

A Atuação 5 da SP – Escola de Teatro, Centro de Formação de Artes do Palco apresenta o espectáculo:

A TURMA

com um elenco de luxo:

Antonio Salles

Ariadne Senna

Alexandre Fernandes

Cecilia Mondadori

Deni Marquez

Fabio Lopes

Fernanda Otaviano

Gabriela Moreno

Gabriel Candido

Gabriel Edeano

Isabela Lisboa

Isabely Fernandes

Janina Arnaud

Julio Aracack

Leleto Bonfim

Matheus Nasca

Mauro Messing

Patricia Martins

Peter Dias

Railson Fidélis

Rita Couto

Rodrigo Ribeiro

Tatiane Andrade

De Terça-feira a Sábado, das 9h às 13h.

O espectáculo que você não vai querer perder, porque esta Turma é, de facto, um espectáculo.

Direcção:

Filipe Brancalião

Jean Pierre Kaletrianos

Cris Lozano

Coordenação:

Francisco Medeiros

Locais do espectáculo e Postos de venda de bilhetes:

Sede Brás
Avenida Rangel Pestana, 2401 • Brás
03001-000 • São Paulo|SP
Tel: 11 2292.7988 | 2292.8143; e

Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210 • Centro
01303-020 • São Paulo|SP
Tel: 11 3775.8600
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Querida Montemor-o-Novo

Querida Montemor-o-Novo,

Como estás? Espero que esteja tudo bem contigo.

Sim, eu sei, devia ter escrito esta carta logo no dia em que cheguei. E não, não me esqueci do 8 de Março. Para tua informação nesse dia estávamos a ter aula no Brás e eu levantei-me e fiquei de pé em cima da cadeira por tua causa. Eles estavam com depressa, mas eu não os deixei sair, não antes de declamar um poema do nosso amigo Manuel Justino. Como podes ver lembrei-me de ti, lembrei-me do teu dia, aliás eu nunca me esqueci de ti. Tu até podes não acreditar mas numa aula até cantei “Fui colher uma Romã”. Sim, tu e o teu querido Alentejo estão sempre presentes.

A viagem correu bem. A Lisboa foi muito simpática em ter-me deixado utilizar o aeroporto dela. Já a tua colega São Paulo é pouco diferente daquilo que eu imaginava. Tinhas dito que ela era grande, mas ela é gigante. Também tem algumas coisas menos boas, como por exemplo, é muito suja, gosta da poluição, da confusão, do tráfego e de andar no trânsito. Porém é muito rica, vai a muitos teatros, suporta várias equipas de futebol, gosta de comer todo o género de alimentos, desde a coxinha ao sushi, passando pelas mais variadas pizzas. Mas mesmo sendo rica tem menos estações de Metro que a nossa amiga Lisboa. Já parques e jardins tem bem mais que a Lisboa. Nesses ela anda de bicicleta, domina os patins, faz manobras no skate e ainda faz diversos desportos.

No fundo a São Paulo tem tudo para ser a melhor, mas depois é muito desorganizada, muito atabalhoada, às vezes parece que não regula bem. Cá para mim são as companhias. No outro dia ouvi dizer que andava acompanhada do Prefeito e do Governador. Ainda não os conheci, mas até agora só ouvi dizer mal deles. É como diz o velho ditado português: “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és!”

Enfim, se de facto eles forem má rês talvez o melhor seja falar com ela. O que achas?

Ah é verdade toma bem conta dos meus pais e dos meus irmãos e da restante família e dos meus amigos. Pronto, toma conta de todos os Montemorenses e já agora do Mozart e do Lomu.

Beijos e/ou Abraços, como preferires,

Bernardo Xavier

P.S.: Podes dar 2 recados à Lisboa, sff ? O primeiro é que tome bem conta dos meus avós, que ajude o Toninho com os estudos e que mande cumprimentos aos meus amigos da Faculdade, enfim que seja ela mesma, que seja a menina e moça que nós gostamos. Em segundo lugar peço que a avises que, em princípio, dia 1 de Julho vou precisar de utilizar o aeroporto dela novamente.

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A Encomenda

Aviso Prévio: Avisam-se todos os leitores (que certamente não serão muitos) que tudo o que for escrito por este autor não deverá ser levado em consideração, uma vez que o autor tem uma certa tendência para ser faccioso, para ser parcial e para, aqui e ali, ser ficcional.

A “pedido” da Denise vamos lá escrever então …

Título: A Encomenda

Foi no passado dia 18 de Janeiro de 2014 que chegou a São Paulo um ser do sexo masculino, aparentemente racional e com um 1,76m. O dito ser foi encomendado pela SP – Escola de Teatro, Centro de Formação das Artes do Palco para ser transformado em qualquer coisa que se assemelhe a um “atuante”. Esta encomenda está ser contestada por alguns especialistas em encomendas, visto que o estranho ser é considerado um passivo. Desvalorizando esses comentários Denise Relvas, a responsável por trazer a encomenda via Kairós, afirmou: “O objetivo é exatamente esse: tornar o ser passivo em ser ativo e depois rentabilizá-lo”. Mais objectivo e concreto foi Francisco Medeiros, coordenador de atuação na escola, que explicou: “Bom dia, bom dia. Antes de mais deve ser referido que o ser estava em promoção, estava em saldo, estava sendo vendido muito abaixo do preço, por isso achamos que era a oportunidade certa para cometermos um risco e arriscamos. Sabemos que perigam consequências para a Escola, mas nós gostamos de perigar. A este propósito eu apenas tenho algumas questões interiores que gostava de partilhar: Será que o ser é mesmo um ser? Será que um passivo não poderá também ser um ativo? Será que só a Escola periga? Ou perigamos todos? Será … ”

Apenas podemos ficar com um excerto da resposta de Francisco Medeiros, uma vez que precisamos enviar a notícia para impressão a devido tempo.

Em relação ao ser as recomendações de segurança são que se mantenha afastado dos edifícios da Escola ou da sua área de residência. Se por algum acaso entrar em contacto com ele não tente ser um herói ou uma heroína e fuja, fuja o mais rápido que conseguir. Se tiver o azar de frequentar os mesmos espaços exactamente à mesma hora que o ser saiba que ele tem um ponto fraco que são os “miminhos”. Se conseguir chegar suficientemente perto há uma forte probabilidade de amançá-lo com “miminhos”.

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